Em Outubro de 2010, toda a RME de Porto Alegre viveu o melhor momento de seu processo democrático: a eleição para as Direções das Escolas.
Nós, no Elyseu, vivemos este momento de forma muito tranqüila e serena. Elegemos uma Comissão Eleitoral, que contou com a participação de todos os segmentos da comunidade escolar. Houve a inscrição de uma única chapa e foi organizado um Debate, para a apresentação da Proposta de Trabalho das candidatas.
O Processo Eleitoral se realizou sem atropelos, com a participação dos Pais, Alunos, Professores e Servidores da Escola. Todos puderam exercer seu direito de voto e houve pouquíssimas abstenções. A cédula contava com foto das Candidatas e a Comissão Eleitoral aceitou todas as manifestações de desejo dos alunos, mesmo daqueles que não puderam grafar claramente seu voto.
Findo o processo de votação, deu-se o escrutínio. A chapa escolheu dois Fiscias: Professora Simone Amaral e Professor Marco Ferraz.
Imediatamente pudemos fazer a Divulgação do Resultado: Todos comemoram a vitória.
Com mais de 90% dos votos válidos, foi referendada a chapa única. Professora Viviane Loss para Diretora e Marion Ribas para Vice-Diretora.
A satisfação estampa-se no sorriso das novas Gestoras...
e no abraço daquelas que, nesse momento, começam a se despedir do Cargo.
Olha o brinde aí, minha gente.
A partir daí, tudo é festa. Uma comemoração merecida.
Foto com a Equipe antiga
...e foto com a Nova Equipe.
O discurso de agradecimento.
O abraço que sela a união e o comprometimento da nova Direção da Escola Elyseu Paglioli, na gestão 20011 - 2013.
Parabéns, Marion e Vica. Rezamos a Deus para que vocês possam fazer uma gestão transparente, leve e tranquila, mas sabemos que isso envolve muito trabalho e tolerância. Que tenham muita força e contem com a colaboração de todos nós.
Blog da Escola Municipal Especial de Ensino Fundamental Elyseu Paglioli Porto Alegre/RS
16 de fevereiro de 2011
I ching
Os místicos chineses que codificaram as mensagens do I Ching eram mestres em psicologia e perceberam, intuitivamente, as leis que governam o cosmos e as sociedades humanas. Aceitaram os opostos neste mundo e o princípio da mudança constante que existe no Universo.
Um dos mais importantes conceitos revelados pelo I Ching é o de que tudo passa, nada é permanente no Universo, e por isso, devemos nos voltar para o nosso centro interior, onde o Tao ou Deus habita, criando uma harmonia com Ele. Quando isso acontece, conciliamos os opostos em nossa vida e trazemos o equilíbrio, a serenidade, a confiança e a tranqüilidade para enfrentar qualquer tipo de situação. Elisabeth Cavalcante
Há tempo de semear e de colher, inverno e verão, in e out, yin e yang. Para vivermos no Tao é preciso respeitar esta dualidade.
Por difícil que seja, é preciso aprender que a árvore para crescer frondosa, precisa do tempo em que a semente, escondida na terra, faz o seu trabalho interior e, solitariamente, sem pressa, realiza-se como semente.
Obedecendo ao princípio de alternância dos opostos, chega o tempo em que a semente germina, expõe seus pequenos brotos para fora da terra e deixa que o sol ou a chuva beije suas tenras folhinhas.
Rezemos para que não haja granizo ou ventania e assim, gradualmente, nossa plantinha continue crescendo, se adaptando ao solo e ao clima novo, adubada com os nutrientes da verdade e da confiança.
Hoje, o blog do Elyseu volta ao ar.
Retomamos as postagens neste espaço institucional para dar conta de um trabalho que acreditamos e levamos muito a sério.
A Escola Elyseu Paglioli é uma escola especial, que lida com pessoas com deficiência. Como outras escolas especiais de Porto Alegre, vem lutando para mostrar que as escolas especiais também podem ser inclusivas e que o que lhe garante este status é a qualidade do seu trabalho.
Este é exatamente o objetivo deste blog: apresentar o trabalho da Escola, nosso dia-a- dia, nossas salas de aula, nossa rotina, nossos eventos, as atividades complementares, os projetos, nossas idéias, nossa diversidade.
Esta é uma escola viva - muitos professores utilizam esta ferramenta e criam um blog de sua Turma de alunos, como uma das formas de registro do seu trabalho ao longo do ano e também de socialização de seu trabalho junto às famílias. Os links estão disponíveis aqui, na barra lateral. Faça uma visita e veja a riqueza do trabalho que desenvolvemos.
Nas páginas, colocamos alguns banners institucionais que mostram a estrutura formal da Escola.
Se gostou, divulgue, torne-se um seguidor e volte sempre
8 de maio de 2008
4 de maio de 2008
Quem mexeu na minha escola? oops! no meu queijo?
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Quem Mexeu no Meu Queijo? (Who Moved My Cheese?, no original em inglês) é um livro motivacional escrito pelo Dr. Spencer Johnson. O livro apresenta uma parábola envolvendo quatro personagens: dois ratinhos, Sniff e Scurry, e dois "homenzinhos", Hem e Haw.
O livro é uma alegoria que retrata os objetivos que cada um de nós temos e as mudanças a que estamos sujeitos durante a busca destes objetivos. Durante a leitura, o leitor pode observar que atitude cada personagem toma diante das adversidades da vida.
A parábola
Na parábola proposta pela obra, os quatro personagens estão em busca de um mesmo objetivo: um posto repleto de queijo. Ao encontrá-lo, todos ficam felizes e imaginam o que farão com tanto queijo.
No entanto, os personagens esquecem que, à medida em que fazem uso do queijo, este vai acabando. Ao perceberem que o queijo terminou, cada um toma uma atitude diferente - da mesma maneira que cada um de nós, que também assumimos posturas diferentes diante de uma dificuldade.
O livro passa, então,a mostrar o que cada personagem está disposto a fazer (ou a não fazer!) para obter mais queijo.
O significado do livro
O queijo simboliza, na verdade, aquilo que cada um de nós almeja possuir, seja na vida pessoal ou no trabalho: saúde, prosperidade, conforto, etc. No entanto, a busca pelo que se quer nem sempre é fácil. Às vezes, nos deparamos com situações ótimas, que nos proporcionam alegria e satisfação pessoal; em outras, nos vemos em "becos sem saída".
A parábola mostra, então, que a vida não é necessariamente um caminho livre de empecilhos mas, sim, uma caminho repleto de sobressaltos e adversidades. A diferença é a maneira com que cada ser humano lida com tais adversidades.
Para ver o vídeio inteiro, acesse:
quem mexeu no meu queijo - Google Video
Quem Mexeu no Meu Queijo? (Who Moved My Cheese?, no original em inglês) é um livro motivacional escrito pelo Dr. Spencer Johnson. O livro apresenta uma parábola envolvendo quatro personagens: dois ratinhos, Sniff e Scurry, e dois "homenzinhos", Hem e Haw.
O livro é uma alegoria que retrata os objetivos que cada um de nós temos e as mudanças a que estamos sujeitos durante a busca destes objetivos. Durante a leitura, o leitor pode observar que atitude cada personagem toma diante das adversidades da vida.
A parábola
Na parábola proposta pela obra, os quatro personagens estão em busca de um mesmo objetivo: um posto repleto de queijo. Ao encontrá-lo, todos ficam felizes e imaginam o que farão com tanto queijo.
No entanto, os personagens esquecem que, à medida em que fazem uso do queijo, este vai acabando. Ao perceberem que o queijo terminou, cada um toma uma atitude diferente - da mesma maneira que cada um de nós, que também assumimos posturas diferentes diante de uma dificuldade.
O livro passa, então,a mostrar o que cada personagem está disposto a fazer (ou a não fazer!) para obter mais queijo.
O significado do livro
O queijo simboliza, na verdade, aquilo que cada um de nós almeja possuir, seja na vida pessoal ou no trabalho: saúde, prosperidade, conforto, etc. No entanto, a busca pelo que se quer nem sempre é fácil. Às vezes, nos deparamos com situações ótimas, que nos proporcionam alegria e satisfação pessoal; em outras, nos vemos em "becos sem saída".
A parábola mostra, então, que a vida não é necessariamente um caminho livre de empecilhos mas, sim, uma caminho repleto de sobressaltos e adversidades. A diferença é a maneira com que cada ser humano lida com tais adversidades.
Para ver o vídeio inteiro, acesse:
quem mexeu no meu queijo - Google Video
1 de maio de 2008
Complemento de Teatro - Prof Cris
Que a prof Cristine Patane faz um trabalho maravilhoso no complemento de Teatro da escola, ninguém tem a menor dúvida.
Agora ela resolveu nos brindar com alguns fragmentos deste trabalho, mostrado no vídeo que ela editou, com suas próprias fotos e de outras professoras da escola.
Parabéns, Cris, o vídeo está lindo.
Agora ela resolveu nos brindar com alguns fragmentos deste trabalho, mostrado no vídeo que ela editou, com suas próprias fotos e de outras professoras da escola.
Parabéns, Cris, o vídeo está lindo.
Autismo no Happy Hour
Prof Amélia assitiu ao Programa Happy Hour do GNT, dia 29 às 19h00, que debateu o tema do Autismo, com a presença de um pai e uma mãe, uma terapeuta e uma pediatra. Não assiti pela TV, mas olhei os vídeos que estão no site da Globo e que a Amélia disponibilizou o link para nós.
Eu, particularmente, achei duas coisas interessantes. O programa entrevistou uma mãe e seu filho Filipe, de 24 anos, autista e artista. A mãe provê telas, tintas e pincéis e o Filipe pinta muito - a mãe chamou isso de "uma arte que nasce do silêncio, já que o Filipe é não verbal.
Um outro ponto importante do programa foi ua pergunta de telespectadora, professora de escola regular, que perguntou como lidar com um aluno autista na escola?
Uma das mães (que também é terapeuta) disse que acredita em uma inclusão construída com a participação da família. NO caso específico dela, ela relatou que quando matriculou o filho (a) na escola, informou à escola sobre o autismo e se propôs a a levar informações sobre o autismo, levar material informativo, inclusive livros para as professoras e providenciar consultas com os terapeutas do filho.
Enfim, acredito que a mãe acabou fazendo a formação dos professores - e da escola - do filho, coisa que talvez só tenha sido possível porque ela mesma tinha essa formação, como terapeuta. Esta atitude deve ter feito muita diferença na vida desses profisionais, "que não estavam preparados para lidar com a diferença", como é o jargão.
Entretanto, pais tecnicamente bem informados não é a regra...
Então, como poderia ser construída esta inclusão?
Abaixo o link para o programa, na parte sobre Inclusão. Lá no site é facilmente encontrável o restante do programa para quem quiser assistir.
http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM821682-7822-COMO+LIDAR+COM+UM+ALUNO+AUTISTA,00.html
Eu, particularmente, achei duas coisas interessantes. O programa entrevistou uma mãe e seu filho Filipe, de 24 anos, autista e artista. A mãe provê telas, tintas e pincéis e o Filipe pinta muito - a mãe chamou isso de "uma arte que nasce do silêncio, já que o Filipe é não verbal.
Um outro ponto importante do programa foi ua pergunta de telespectadora, professora de escola regular, que perguntou como lidar com um aluno autista na escola?
Uma das mães (que também é terapeuta) disse que acredita em uma inclusão construída com a participação da família. NO caso específico dela, ela relatou que quando matriculou o filho (a) na escola, informou à escola sobre o autismo e se propôs a a levar informações sobre o autismo, levar material informativo, inclusive livros para as professoras e providenciar consultas com os terapeutas do filho.
Enfim, acredito que a mãe acabou fazendo a formação dos professores - e da escola - do filho, coisa que talvez só tenha sido possível porque ela mesma tinha essa formação, como terapeuta. Esta atitude deve ter feito muita diferença na vida desses profisionais, "que não estavam preparados para lidar com a diferença", como é o jargão.
Entretanto, pais tecnicamente bem informados não é a regra...
Então, como poderia ser construída esta inclusão?
Abaixo o link para o programa, na parte sobre Inclusão. Lá no site é facilmente encontrável o restante do programa para quem quiser assistir.
http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM821682-7822-COMO+LIDAR+COM+UM+ALUNO+AUTISTA,00.html
29 de abril de 2008
ENDIPE - Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino
Um grande grupo de professores (3000) de diferentes áreas e lugares do Brasil e exterior está reunido desde o dia 27 até o dia 30 deste mês, discutindo educação, formação de professores, ...
Cíntia, Marco e eu (Anelise) procuramos participar de simpósios e painéis sobre o tema inclusão. Professores de diferentes universidades (Santa Catarina, Bahia:Feira de Santana, Mato Grosso, Sergipe, Tocantins, ...) dizem estar com os alunos "com deficiência", "incluídos" no ensino fundamental. Ouvimos experiências de Lageado sobre alunos incluídos no ensino médio. Falas ressaltam a preocupação da "inclusão" no ensino superior. Dizem que "eles", "todos", os "alunos", ... estão incluídos.
A minha pergunta é quem são "eles", a que alunos referem-se?
E como nos respondeu uma professora: "São as pessoas "que antigamente cham
avamos de deficientes mentais educavéis". Como? A pergunta para mim continua, e a julgo bastante séria.
A escolarização "deles" com quem falamos ficavam sob responsabilidade da APAE, ou outra instituição de pais.
O que se fala sobre "eles"?
Há variadas tentativas pelas universiades de organização de cursos, disciplinas para darem conta da formação dos professores e pessoas para a "inclusão". Fala-se sobre deficiência auditiva, visual e intelectual (não se diz mais mental no meio acadêmico) em variados espaços, o que parece de grande importância. Uma discussão que há 18 anos o município de Porto Alegre coloca-se.
Mas teremos todos que aprender brail
le, libras, comunicação assistiva,... Conseguiremos? Dados concretos se fazem urgente para pensarmos o movimento de "sociedade inclusiva".
O fundamental do que estamos vivenciando é que temos muito para conhecer e repensar sobre o que as escolas especiais (elas) estão/estarão fazendo para trabalhar (ensinar não poderemos mais) com ... serão "eles". Mas, já não estão no ensino regular, ... há devem ser os "outros".
O fundamental do que estamos vivenciando é que temos muito para conhecer e repensar sobre o que as escolas especiais (elas) estão/estarão fazendo para trabalhar (ensinar não poderemos mais) com ... serão "eles". Mas, já não estão no ensino regular, ... há devem ser os "outros".
Classe Hospitalar
E depois dizem que esta Rede não é inclusiva????
Aluno do Projeto Classe Hospitalar terá festa de aniversário
O fato de ter ficado tetraplégico desde os quatro anos, depois de um atropelamento em janeiro de 2003, e necessitar de respirador e cadeira de rodas especial entre outros cuidados, não impedirá o menino Hagner Lopes da Silva de festejar seu décimo aniversário, amanhã, 30, a partir das 14h, no auditório da Escola Municipal de Ensino Fundamental Décio Martins Costa (Rua Critovão Jaques, 488, Vila Santo Agostinho, Bairro Sarandi).
Participante do Projeto Classe Hospitalar desenvolvido pela Secretaria Municipal da Educação (Smed) em parceria com o Hospital da Criança Conceição (HCC), Hagner passará a tarde com familiares, professores e colegas na festa organizada pela escola com direito a bolo, balões e surpresas. No ano passado, a comemoração ocorreu no hospital, onde o menino mora há cinco anos, com a participação dos colegas e da professora da turma.
Há dois anos Hagner ele está matriculado na Escola Décio Martins Costa. Recebe, quinzenalmente, a visita da professora referência da turma que, além de levar atividades e ajudar nas aprendizagens do aluno, entrega cartas e bilhetes dos colegas e conta novidades da escola. Este ano, Hagner está na turma B11 do I Ano do I Ciclo (equivalente à terceira série).
Integração -Com a ajuda da escola e do hospital, Hagner foi alfabetizado e consegue acompanhar os colegas, pertencendo ao mesmo grupo desde o seu ingresso. É sócio da biblioteca escolar. Coordenadora pedagógica da escola, Sandra Regina Almeida Passos destaca que, na quarta-feira, será a terceira visita de Hagner à instituição. “Ele já tinha vindo comemorar seu aniversário e para assistir a uma aula com os colegas. Para nós, o mais importante é que ele se sinta integrante do grupo”, afirma Sandra.
De acordo com Sandra, a professora filma a turma trabalhando e mostra para Hagner. “Ele é leitor, crítico, não aceita qualquer trabalho. As atividades têm que estar contextualizadas e possuir significado. Questiona bastante”, relata a coordenadora pedagógica, que planeja as aulas com a professora Eliane Tavares.
Classe Hospitalar Parceria da Smed, via Território de Educação Especial, com o Hospital da Criança Conceição, desde março de 2006, o projeto Classe Hospitalar tem como objetivo promover a inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais em escolas regulares. Pioneiro no Estado, o projeto já beneficiou três crianças na Capital, atendidas em leito hospitalar ou em casa por professores das escolas municipais e integrantes da equipe do Hospital da Criança Conceição. Colegas e professores mantêm contato com o paciente, levando fotos, temas escolares e relatando e trocando experiências vivenciadas em sala de aula. O resultado é a interação do estudante hospitalizado, evitando a perda do ano letivo.A ação integra um dos 21 programas do modelo de gestão da prefeitura Lugar de Criança é na Família e na Escola, cuja linha de execução se dá na ampliação e manutenção do atendimento escolar - Educação Especial.
Aluno do Projeto Classe Hospitalar terá festa de aniversário
O fato de ter ficado tetraplégico desde os quatro anos, depois de um atropelamento em janeiro de 2003, e necessitar de respirador e cadeira de rodas especial entre outros cuidados, não impedirá o menino Hagner Lopes da Silva de festejar seu décimo aniversário, amanhã, 30, a partir das 14h, no auditório da Escola Municipal de Ensino Fundamental Décio Martins Costa (Rua Critovão Jaques, 488, Vila Santo Agostinho, Bairro Sarandi).
Participante do Projeto Classe Hospitalar desenvolvido pela Secretaria Municipal da Educação (Smed) em parceria com o Hospital da Criança Conceição (HCC), Hagner passará a tarde com familiares, professores e colegas na festa organizada pela escola com direito a bolo, balões e surpresas. No ano passado, a comemoração ocorreu no hospital, onde o menino mora há cinco anos, com a participação dos colegas e da professora da turma.
Há dois anos Hagner ele está matriculado na Escola Décio Martins Costa. Recebe, quinzenalmente, a visita da professora referência da turma que, além de levar atividades e ajudar nas aprendizagens do aluno, entrega cartas e bilhetes dos colegas e conta novidades da escola. Este ano, Hagner está na turma B11 do I Ano do I Ciclo (equivalente à terceira série).
Integração -Com a ajuda da escola e do hospital, Hagner foi alfabetizado e consegue acompanhar os colegas, pertencendo ao mesmo grupo desde o seu ingresso. É sócio da biblioteca escolar. Coordenadora pedagógica da escola, Sandra Regina Almeida Passos destaca que, na quarta-feira, será a terceira visita de Hagner à instituição. “Ele já tinha vindo comemorar seu aniversário e para assistir a uma aula com os colegas. Para nós, o mais importante é que ele se sinta integrante do grupo”, afirma Sandra.
De acordo com Sandra, a professora filma a turma trabalhando e mostra para Hagner. “Ele é leitor, crítico, não aceita qualquer trabalho. As atividades têm que estar contextualizadas e possuir significado. Questiona bastante”, relata a coordenadora pedagógica, que planeja as aulas com a professora Eliane Tavares.
Classe Hospitalar Parceria da Smed, via Território de Educação Especial, com o Hospital da Criança Conceição, desde março de 2006, o projeto Classe Hospitalar tem como objetivo promover a inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais em escolas regulares. Pioneiro no Estado, o projeto já beneficiou três crianças na Capital, atendidas em leito hospitalar ou em casa por professores das escolas municipais e integrantes da equipe do Hospital da Criança Conceição. Colegas e professores mantêm contato com o paciente, levando fotos, temas escolares e relatando e trocando experiências vivenciadas em sala de aula. O resultado é a interação do estudante hospitalizado, evitando a perda do ano letivo.A ação integra um dos 21 programas do modelo de gestão da prefeitura Lugar de Criança é na Família e na Escola, cuja linha de execução se dá na ampliação e manutenção do atendimento escolar - Educação Especial.
28 de abril de 2008
Áudiolivros II
Outra dica é dar uma espiada no blog da Gisele Pecchio, que também faz livros infantis acessíveis. Acho que seria interessante comprarmos um ou outro, pelo menos para vermos como funciona. O endereço do blog está na Lista de Links.
Abaixo o slideshow da autora.
Abaixo o slideshow da autora.
Áudiolivros

Como falei na última reunião, meu projeto de colaboração para a Biblioteca é o que eu estou chamando de áudiolivros - livros com duas linguagens, que possam permitir aos nossos alunos que não estão alfabetizados "ler" os livros que querem, assim como estimular em todos o gosto pela leitura, sem depender de um "ledor".
A luta pelo livro acessível está bem acirrada. Isto é, de um lado os cegos principalmente, que demandam poder comprar livros - de qualquer tipo ficção ou não -em formato acessível, ou seja, digitalizados, para serem lidos por seus ledores de tela. De outro, encontram-se as editoras alegando que entregar o livro em CD é um prato cheio para a pirataria.
Enquanto esta briga não se decide, o que nos resta é fazer o nosso próprio acervo, o que também nos permite usar a criatividade, como a que foi usada no livro infantil postado aqui, sob o título A VEZ DA VOZ.
Hoje tive a oportunidade de trabalhar com alguns alunos da comunidade que tem ótima dicção e explorar a sonorização de um livro infantil da Ana Cláudia Ramos. Fiquei emocionada, não tanto com o resultado, que ainda é bem amador, mas com o processo de desenvolvimento, que acabou inclusive chamando a atenção de outros alunos.
Logo estarei disponibilizando para todas o primeiro áudiolivro do acervo da nossa biblioteca.
Aguardem.
Enquanto isso, colo aqui uma entrevista com Elizete Lisboa, uma professora mineira, que é bem mais ousada do que eu. Ela começou a escrever os livros infantis que queria ver em duas linguagens: em escrita comum e em braile.
Elizete Lisboa nasceu em agosto de 1951, na cidade de Coluna (MG). Com 9 anos de idade, aprendeu o braile, o que colocou em sua mão o maravilhoso mundo da leitura. Estudou inglês, piano e fez curso de letras na Universidade Federal de Minas Gerais. Hoje, dá aulas de português. Na sala de aula, seu universo é a criançada, seus alunos. E foram eles a grande força motivadora e inspiradora para a produção de quatro livros infantis, todos contando com a versão escrita comum e em braile. Rosa e o gato, Quero brincar, Que será que a bruxa está lavando?, e A bruxa mais velha do mundo, todos produzidos entre 2004 e 2006. Não bastasse suas realizações, luta por uma escola inclusiva, caracterizada pela diversidade na sala de aula. Educação para todos é o seu lema.
Onde passou sua infância?
Nasci numa pequena cidade, Coluna, que fica no interior de Minas Gerais. Era o ano de 1951. Coluna não tinha luz elétrica, as famílias estavam habituadas aos lampiões e lamparinas. As notícias chegavam devagar, atrasadas, ou simplesmente não chegavam. Braile, ler com as mãos, sobre isso certamente ninguém nunca tinha ouvido falar. Meus pais eram gente do povo, de poucas posses. Na nossa casa havia muitas crianças. E fartura de bichos: gatos, cachorros, dezenas de galinhas. Livros, porém, não havia.
Como foi sua trajetória escolar?
Em Coluna só havia uma escola. Foi lá que comecei meus estudos, aos sete anos de idade. Era menina quase cega, por causa de retinose. A cegueira viria alguns anos depois. Não enxergava nada no quadro, nem no caderno. Apesar dessa limitação, a escola de Coluna foi importantíssima e inesquecível para mim. Havia as histórias e os poemas que me encantavam. Penso que a professora gostava de literatura, e vivia esta sua paixão também na sala de aula. Os livros me fascinavam. Foi na escola que tive contato com livros, pela primeira vez. Daí por diante, fariam sempre parte da minha vida. Havia uma complicada diferença entre mim e as outras crianças. Elas aprendiam a ler. Aprendiam a escrever. Eu não. Mas isso não me fazia infeliz. Criança tem outro modo de ver o mundo e o que eu sentia era uma profunda admiração por elas, que sabiam ler, escrever, falar poemas bonitos. Aos nove anos de idade, estava morando com meu tio-pai e minha tia-mãe em Belo Horizonte e eles ficaram sabendo da existência do braile e me matricularam numa escola para cegos. Em dois meses, eu sabia ler e escrever em braile. O mundo ganhava uma outra dimensão pra mim. Aqueles pontinhos tinham mesmo um surpreendente poder e me levavam para a ilha onde eu podia estar com Robson Crusoé, me colocavam na companhia de Pinóquio. Ia conhecer muito mais sobre as princesas, bruxas e outros seres mágicos de que gostava tanto.
Você é professora e casada, não é?
Aos vinte anos, iniciei o curso de Letras na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Trabalhei muitos anos dando aulas de português para ensino médio e infantil. A vida profissional ia bem, eu dava aulas para pré-vestibular. Só me incomodava a dificuldade para namorar. O preconceito existia, bem evidente, maior que hoje. Mas, como na vida tudo tem que dar certo, um dia, o namorado apareceu. O casamento, sete anos depois. Hoje moro em Belo Horizonte com meu marido e nossos dois filhos. Eles três convivem bem com a minha limitação. São inteligentes e adoram ler. Isso é ótimo. Temos muito que compartilhar.
Por que começou a escrever?
Literatura é meu lazer, e sempre tive mania de reler os livros de que gosto. Também me divirto muito escrevendo. Tornei-me escritora por uma razão maior: eu queria muito trabalhar em favor do livro com duas escritas. Eu queria que as crianças cegas pudessem também comprar seus livros de literatura em livrarias. Para isso acontecer, era necessário arranjar espaço para o Braile no livro da criança que enxerga. Era preciso haver um projeto gráfico para acrescentar Braile e desenhos em alto-relevo num livro colorido e bonito, capaz de agradar a qualquer criança, cega ou não. Foi muito difícil convencer uma editora de que esse projeto do "livro plural, inclusivo" era viável. As editoras tinham medo de investir nessa novidade, temiam o insucesso do projeto.
Como as crianças receberam os seus livros?
Felizmente meus livros de literatura infantil com duas escritas têm hoje grande aceitação em todo o país. São bem recebidos pelo público infantil. A bruxa mais velha do mundo e Que será que a bruxa está lavando?, tiveram edição esgotada logo nos primeiros meses, após seu lançamento. Sou muito zelosa com meus livros. As ilustrações têm que ser lindas. E faço questão de que meu texto seja literatura. Livro árido, de história inventada apenas para ensinar e para doutrinar, isso não é de modo algum literatura, e então não é o que eu quero fazer. Eu própria gosto de ler livros que me emocionam, que me surpreendem, que me fazem rir (ou sorrir), que me deixam com saudade, com vontade de reler, de ficar pensando... São livros assim, e com duas escritas, que eu quero publicar, para divertir a meninada.
E o Prêmio Sentidos 2007, como foi?
Neste ano de 2007, participei do I Prêmio Sentidos, na categoria literatura. Fiz minha inscrição pensando ser uma oportunidade de falar sobre meu trabalho, sobre a importância do livro com duas escritas. Fiquei entre os finalistas. A cerimônia de premiação, com entrega dos troféus, foi um evento fantástico, cheio de emoções para mim. Eu, deficiente entre outros deficientes, estava impressionada com o talento de muitos dos outros premiados e participantes. Ouvi o Hino Nacional, tocado ao piano, "com três dedos". Gostei de ver tantas pessoas alegres falando espontaneamente de suas dificuldades, desafios, capacidade de superação.
O que acha da iniciativa?
O Prêmio Sentidos está a serviço da inclusão. Aprender a aceitar o outro, incluir o outro, conduz necessariamente a um segundo aprendizado, que é a auto-aceitação. Numa sociedade onde cada um aceita e respeita a si mesmo e ao outro, claro, vai viver um povo muito mais feliz. É por isso que são tão importantes as ações que visam a promover inclusão.
Quais são seus planos futuros?
Hoje quero seguir em frente, continuar publicando meus livros de literatura infantil com duas escritas. E continuar trabalhando em favor de uma escola inclusiva, de uma sociedade inclusiva. É maravilhoso saber que muita gente está também comprometida com esse trabalho.
Reportagem: Paulo Kehdi
Inserida em: 16/10/2007
Reportagem: Paulo Kehdi
Inserida em: 16/10/2007
15 de abril de 2008
Para incluir, a Escola deve mudar - Artigo da Sofia Publicado no Correio do Povo em 12/04/2008
A primeira Conferência Nacional da Educação Básica, que reunirá delegados do Brasil inteiro, nesta semana, em Brasília, terá o enorme desafio de repensar a escola básica brasileira a partir da construção do Sistema Nacional Articulado de Educação – eixo norteador da conferência.Um dos desafios é o avanço na inclusão dos alunos com deficiência. A inclusão real da diferença só acontecerá quando a escola pública como um todo romper com sua estrutura e seus mecanismos de padronização da aprendizagem, da lógica de seleção ao estabelecer conhecimentos finais para cada etapa. Ao tratar de forma igual os diferentes, a escola brasileira ainda tem hegemonicamente 'selecionado' os aptos a partir de critérios externos, desconsiderando características e tempos individuais. Ao lado dessa lógica, a estrutura empobrecida das escolas, a desvalorização e a falta de formação dos professores e, ainda, a pouca oportunidade de espaços alternativos de apoio à aprendizagem resultam em altos índices de reprovação e evasão escolar, além do baixo desempenho dos nossos estudantes ao serem submetidos às avaliações externas.É assim que a inclusão nos leva a debater a escola pública brasileira, e não simplesmente desmontar os espaços duramente conquistados pelas famílias e pelos educadores das crianças com deficiência como as escolas especiais. Em Porto Alegre, elas são parte de um processo de rede que construiu mecanismos de promoção da inclusão com aprendizagem – tanto na escola regular quanto nas especiais –, com os Ciclos de Formação, as Turmas de Progressão, os Laboratórios de Aprendizagem, a Estimulação Precoce, as Salas de Integração e Recursos.É, no mínimo, contraditório que o MEC proponha o fim das escolas especiais e, ao mesmo tempo, 'tensione', por meio de testes externos, o desempenho homogêneo de alunos correspondendo a determinada série ou ano. Nesse modelo, só produziremos mais exclusão, pois a possibilidade de níveis diversos de conhecimento numa mesma turma é o que permite a inclusão de fato. Sem isso, eles voltarão a ser segregados nas antigas 'classes especiais' ou reprovarão constantemente, ficando com colegas de idade bem diversa da sua, despotencializados nas suas possibilidades de desenvolvimento.Os delegados do Rio Grande do Sul levarão propostas que fazem o debate por inteiro, que vêm do protagonismo de educadores, pais e alunos. Eles sabem que o Brasil está mudando e precisa de uma escola de qualidade e para todos!
Sofia Cavedon/Vereadora PT
14 de abril de 2008
Jodele - La Joconde
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