4 de novembro de 2007

Um pouco de Poesia




"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
Do nosso grande poeta: Mario Quintana

Beijo do Michel

Agenda prevê mais atos e mobilizações

A proposta do MEC de extinguir as escolas especiais levou pais, educadores e alunos, em Porto Alegre, a realizarem ações contra a iniciativa. Eles entregaram documento expressando inconformidade com as novas diretrizes à vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara (Cece) e ex-secretária de Ensino da Capital, Sofia Cavedon. A vereadora revela que a agenda de trabalhos prevê: dia 9/11 (9h30min), reunião com a secretária da Smed/PoA, Marilú Medeiros; dia 4/12, audiência na Cece sobre o tema; e entre 5 e 7/12, a Conferência de Ed. Básica deve aprofundar o debate e incidi-lo na Política de Inclusão para o Brasil.
Publicado no correio do Povo, 04/11/2007

Campanhas e ações visam manter escola

A Federação das Associações e Círculos de Pais e Mestres do RS (ACPM) lançou a campanha Escola Especial Não Pode Acabar. O objetivo é mobilizar a comunidade para garantir inclusão e impedir injustiça contra os portadores de necessidades especiais. Paralelamente a essa iniciativa, diversas ações vêm ocorrendo para fortalecer o movimento. Uma comissão vem se reunindo com senadores, deputados e vereadores para abordar o assunto. MEC, Conselho Estadual e comissões de Educação da AL e da Câmara têm sido procurados; e no dia 7/11, haverá ato público na 53ª Feira, às 16h.
Publicado no correio do Povo, 04/11/2007

Ensino especial e inclusão em foco

Comunidade escolar teme a decisão do MEC de incluir, que poderá fechar as escolas especiais

Flavia BemficaA inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais em classes de Ensino regular voltaram ao centro dos debates entre educadores. Na última semana, o Ministério da Educação (MEC) encerrou o prazo para que fossem enviadas sugestões ao documento Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, elaborado pela Secretaria de Educação Especial (Seesp). O material não tem força de lei, mas, na avaliação de pais e educadores, representa uma nova tentativa do MEC de dar início a um processo de inclusão na rede regular que atinja 100% dos casos, possibilidade de procedimento barrado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) no início do ano passado.No documento provisório, elaborado no mês passado, o item Orientações ao Sistema de Ensino prevê que as escolas especiais já existentes se transformem em centros especiais de atendimento e que não sejam criadas novas instituições. O objetivo da política nacional, conforme o documento, é assegurar a inclusão escolar de alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação.Durante sua passagem por Porto Alegre para lançar o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), na semana que passou, o ministro Fernando Haddad foi claro sobre a proposta federal, mas fez uma ressalva: 'A posição do MEC é a da Constituição e ela determina a Educação inclusiva, que quase sempre é possível. Há casos-limite que são analisados um a um'. Haddad destacou ainda que a política do governo federal beneficia não somente os estudantes com necessidades especiais, mas as crianças e os jovens sem deficiência, já matriculados na rede regular, que aprendem a conviver com a diferença e a serem mais tolerantes.Na prática, conforme relatos feitos por pais e alunos, a realidade pode ser bem menos agradável. 'Temos alunos que foram direcionados para classes regulares e voltaram às escolas especiais, porque não se adaptaram, foram excluídos pelo grupo ou tomaram contato com professores que os tratavam com impaciência', revela a coordenadora da Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação (Smed/PoA), Viviane Loss.

Publicado no Correio do Povo 04/11/2007

Escolas regulares e especiais dão apoio

A vice-diretora da Escola Municipal Especial Lucena Borges, Patrícia Zillmer, explica que vários movimentos em Porto Alegre têm buscado esclarecer a sociedade sobre a importância do Ensino voltado a crianças e jovens com necessidades especiais. Ela destaca que o debate sobre o assunto se intensificou devido ao documento do MEC que trata da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, no qual há a sugestão da não-criação de mais escolas para essa faixa da população. Conforme Patrícia, num processo de inclusão são imprescindíveis algumas ações que envolvem a escola especial e a escola regular. Mas salienta que a experiência revela inúmeros fatores, tanto no que se refere às limitações da escola quanto na especificidade das características do aluno em questão. 'Entendemos que a inclusão possa ocorrer na escola regular, quando existem condições favoráveis que possibilitem a real permanência deste aluno; ou na escola especial, onde se promove a construção do conhecimento por meio de um currículo alternativo em espaços e tempos diferenciados.'
Publicado no correio do Povo, 04/11/2007

Rede pública escolar oferece opções

As quatro escolas especiais da rede municipal de Ensino (Smed/PoA) encaminharão ao MEC um abaixo-assinado com explicações a respeito de sua importância no desenvolvimento de crianças e adolescentes com necessidades especiais. Em Porto Alegre, essas instituições atendem 680 alunos. Outros 4 mil estão incluídos na rede regular. 'É importantíssima a inclusão total em lugares onde não há atendimento. Mas onde já existem espaços especiais, ela é quase um retrocesso', afirma a coordenadora da Educação Especial da Secretaria Municipal (Smed), Viviane Loss.A secretária estadual da Educação, Mariza Abreu, tem avaliação semelhante. 'Em nenhum país a inclusão é de 100%. Temos uma visão um pouco diferente daquela do MEC, porque consideramos que toda inclusão é possível até o momento em que ela possa se transformar em exclusão', resume a titular da Secretaria Estadual (SEC). Mariza e Viviane referem-se aos alunos que possuem graus de necessidades mais complexos, como transtornos globais do desenvolvimento e múltiplas deficiências. Na rede estadual, por exemplo, existem três diferentes opções para os estudantes com necessidades especiais. Conforme o caso, eles podem ser matriculados em classes regulares, em escolas especiais ou em classes especiais de escolas regulares.

Publicado no Correio do Povo, 04/11/2007

Mensagem de apoio da Federação Nacional das Apaes

Prezados professores:

Acusamos o recebimento do posicionamento que vocês produziram com relação à Política de Educação Especial, em fase de elaboração pelo MEC, e que pretendemos contribuir com a sua divulgação. Na oportunidade, gostaria de dizer que a Federação Nacional, na sua atribuição de representar o Movimento Apaeano no âmbito nacional, tem debatido intensamente com o MEC, onde esteve diretamente com o Ministro da Educação e, a partir da leitura da nova versão da referida Política (a que vocês se referem), tem colocado em reuniões realizadas com a Secretária de Educação Especial, a nossa discordância com os termos e as propostas ali contidas.
Como resultado desse diálogo, a Federação Nacional produziu um documento - que será entregue formalmente ao Ministro - e que está disponível em nossa página (www.apaebrasil.org.br) para contribuições e/ou sugestões para o seu aperfeiçoamento.

Atenciosamente.
Clélia Parreira
Coordenação de Articulação e de Promoção de Políticas Federação Nacional das Apaes politicas@apaebrasil.org.br www.apaebrasil.org.br

Fatos para refletirmos

Artigo públicado na ZH de 30 de outubro de 2007 - pg 17

Inclusão escolar: uma grande mentira
Tenho trigêmeos de quase cinco anos de idade que têm paralisia cerebral. Bom, eles estão numa pequena escola e, como todas as mães, comecei a pensar no futuro, ou seja, qual a escola em que eles poderiam dar continuidade aos seus estudos.Para um melhor entendimento da questão explico: meus filhos nasceram prematuros, tiveram uma infecção aos 30 dias de vida durante a internação na unidade de terapia intensiva e, ao longo do primeiro ano de vida, tiveram o referido diagnóstico.
Fomos atrás de tudo (fisioterapia, equoterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional...) para que houvesse a tão sonhada reabilitação. Hoje, eles são crianças maravilhosas, falam tudo, são inteligentes, brincam muito, mas não caminham. Pensam, mas não caminham!!!
Marquei entrevistas com orientadoras pedagógicas de algumas escolas particulares de Porto Alegre que me foram referendadas e percebi muitas dificuldades de entendimento da situação, e em alguns olhares, quase o pânico!
Por fim, numa determinada escola fui totalmente acolhida, ufa! A orientadora pedagógica foi muito tranqüila e receptiva. Por via das dúvidas, sempre levava fotografias das crianças e reexplicava: "Olha, a Paula já caminha sozinha, mas ainda cai muito. O Gui ainda não tirou as fraldas, engatinha e está começando a andar num andador especial. O Gabriel anda bem de andador...". Tudo tranqüilo, fui orientada a fazer a inscrição e depois a matrícula.
Voltei à escola com os meus filhos empolgados, e qual a minha surpresa quando, após olharem (e não conhecerem) os meus rebentos, sou chamada numa sala ao lado e avisada de que talvez não fosse o momento de receber os meus filhos!!! A toda negativa de inserção na escola vinha sempre uma frase de "é claro que recebemos todas as crianças"!? Fui informada de que a presença deles talvez demandasse a presença de uma outra auxiliar, talvez isso dificultasse... blá, blá, blá...
Meu filho Guilherme, nestes dias de primavera, desceu comigo no condomínio com suas órteses e seu andador. Tinha um menino andando de bicicleta que o olhava de cima para baixo, com as sobrancelhas cerradas. O Gui perguntou-me: "Mãe aquele guri está me olhando?", e eu disse: "Sim, filhote, e tu também estás olhando para ele", e ele respondeu: "Ah, mãe, eu achei linda aquela bicicleta amarela dele. Mas por que tu achas que ele está me olhando?" Falei que não sabia e perguntei o que ele achava: "Mãe eu acho que ele viu a minha alegria!!!"... São meus filhos, supervencedores e que voam com o pensamento, mas não caminham...Inclusão escolar, o que é isto?
Somos especialistas em criar leis. Uma lei não abraça uma criança. Podem publicar todos os nossos direitos, de nada adiantará se não houver uma mão que acolha! Ninguém é imune à vida, as dificuldades podem surgir para todos e também podem ser superadas. As oportunidades de aprendermos com as diferenças são desconfortáveis num primeiro momento e eternamente reveladoras. Resta saber em que mundo queremos viver.
Li num livro de Giuseppe Pontiggia um trecho em que os pais de uma criança de três meses recebem o diagnóstico de paralisia cerebral e o médico fala o seguinte: "Essas crianças nascem duas vezes. Têm de aprender a mover-se num mundo que o primeiro nascimento tornou mais difícil. O segundo, depende de vocês. Nascem duas vezes, e o percurso será mais atormentado. Mas, no final, será um renascer para vocês também".Sigo certa de que existem melhores caminhos e nós os encontraremos. Lamento pelos que perdem de conviver com esses pequenos que aos quatro anos de idade já me ensinaram a renascer tantas vezes!
LUCIANE NASCIMENTO LUBIANCA Médica

2 de novembro de 2007

Propostas concretas de inclusão

Foto de Anelise Barra Ferreira

A Escola Municipal Especial de Ensino Fundamental Professor Elyseu Paglioli foi a primeira escola especial municipal de Porto Alegre, fundada em 1988 para atender alunos com deficiência mental. Nesta época, houve vários movimentos da comunidade do bairro Cristal, que não desejava ter em suas proximidades uma escola para “anormais”, o que poderia até desvalorizar os imóveis da região.No ano de 1995 foram iniciados os “projetos de Integração” na escola, os quais ofereciam vagas para alunos “normais” da comunidade nos cursos oferecidos até então para os alunos matriculados na escola – cursos de máscaras, de teatro, de dança, de artes plásticas, de jovem cientista, de vôlei e de educação ambiental.

Neste mesmo ano, foi constituído o Projeto de Trabalho Educativo, com o objetivo de integrar os alunos das escolas especiais em experiências de trabalho.

Em 1996, o Projeto de Integração estende-se para a Educação Infantil. Crianças da comunidade na faixa etária de 4 e 5 anos passam a freqüentar as atividades do lº ciclo, inicialmente em uma turma-piloto e posteriormente na totalidade das turmas.Tais projetos se edificaram com o objetivo de efetivar o que no Regimento Escolar é denominado “dessegregação” de sujeitos com algum tipo de deficiência, assim como do espaço da escola especial na comunidade, possibilitando que, através das ações educativas e das relações sociais ampliadas e aprofundadas possa construir conhecimento, desenvolver a cidadania e reinventar as formas de interação e convivência com as diferenças.

Hoje continuamos investindo nestas possibilidades, ampliando o atendimento desde zero até 21 anos, oferecendo Complementos Curriculares de Expressão, Som e Movimento, Artes, Fotografia, e Jogos Teatrais.


Fonte: site da escola (está em construção)

Visibilidade da escola especial


Várias manifestações tem sido realizadas e outras precisam tomar corpo e registrar a história, as produções e importantes contribuições das escolas especiais municipais de Porto Alegre. Temos um trabalho diferenciado que precisa ser visualizado. Apoiamos os movimentos que propõe a "inclusão", lutamos por ela, ao nos dedicarmos ao ensino de alunos que estavam fora da escola e que não beneficiariam-se do que o ensino comum hoje pode oferecer. Inventar, discutir e pesquisar a construção de políticas pedagógicas de intervenção no contexto escolar e nossa responsabilidade. Nos sentimos na obrigação de lutarmos por este espaço que construimos, incentivando cada vez mais a interação, a parceria com o ensino comum e com as demais secretarias. Contamos com o seu apoio.

Educação Especial: Sofia esteve no MEC

Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

Sofia, vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Porto Alegre, acompanhada de Santacatarina Serpa Bassetti, representando os professores de Educação Especial da Rede Municipal, reuniu-se hoje no Ministério de Educação, em Brasília. Na pauta do encontro as novas diretrizes do MEC para a área de Educação Especial que orienta “a cessação da abertura de escolas especiais e a transformação das existentes em centros especializados de atendimento às pessoas com deficiência”.Na reunião com a diretora do Departamento de Políticas para a Educação Especial/MEC, Cláudia Maffini Gribuski, e com a coordenadora de Políticas de Inclusão e Direito a Diversidade/MEC, Denise Oliveira Alves, foi entregue o documento produzido pelas Escolas Especiais e Conselho Municipal de Educação (CME), que relata o histórico e o perfil das escolas do município, apontando que a RME promove a inclusão através de um currículo mais flexível, tendo como referência às fases do desenvolvimento humano (infância, pré-adolescência e adolescência) e não os conhecimentos prévios de cada aluno. O documento refere também a existência das salas de integração e os recursos que dão suporte a inclusão.Segundo Sofia as Escolas Especiais de Porto Alegre, como hoje funcionam, são espaços de transição para a autonomia de cada aluno, para a sua integração na escola comum e para o mundo do trabalho.Ficou encaminhado ao MEC:- pedido de que a Secretária de Educação Especial venha ao Rio Grande do Sul conhecer o trabalho aqui realizado, tanto nas escolas especiais quanto nas demais escolas da rede, no sentido da integração;- a solicitação enviada a Smed de realização de reunião do Pólo Porto Alegre do Programa de Educação Inclusiva e Direito à Diversidade, que está sob sua coordenação e que abrange 70 cidades, com a presença dos professores que compõem a Comissão, dos especialistas nomeados pelo MEC para redigir as diretrizes em debate: Cláudio Batista da Ufrgs e Soraia Napoleão da Ufsm. E que o encontro seja aberto às comunidades escolares.- Participação na Conferência de Educação Básica que ocorrerá no RS em 5,6 e 7 de dezembro para aprofundar o debate e incidir na Política de Inclusão para o Brasil.- As Escolas Especiais, juntamente com a vereadora Sofia, encaminharão, através do site do MEC, as sugestões de mudanças na política. As contribuições podem ser feitas individual ou coletivamente e o prazo é até o dia 20 de outubro, através do site: http://portal.mec.gov.br/index.php-

Postado por Vereadora Sofia Cavedon às 16:44:00

Escola Lígia Averbuck na luta

ATO PÚBLICO EM PROL DA MANUTENÇÃO DAS ESCOLAS ESPECIAIS

Estamos organizando dois atos públicos em prol da manutenção das Escolas Especiais – dia 29/10, com saída da Escola M.E.E.F. Profª Lygia M. Averbuck até o campus da PUC, no turno da manhã às 9h e no turno da tarde às 15h, com a presença de pais, alunos, professores, funcionários e simpatizantes.
Por ocasião do 18º aniversário da Escola, nos perguntamos se devemos comemorar: nossa existência até então ou nossa extinção?
Encontra-se disponível no site do MEC o documento onde consta as novas diretrizes que orientam a Educação Especial através da Política Nacional de Educação na Perspectiva da Educação Inclusiva. Dentre várias diretrizes contidas no documento, a 6ª orientação aos sistemas de ensino, refere-se a: transformação das escolas especiais em centros de atendimento, não criação de escolas especiais e conseqüente matrícula de todo e qualquer aluno na escola regular.
Acreditamos a Escola Especial como um espaço inclusivo, de aprendizagem, necessário e formador para os sujeitos que a ela recorrem. Nela é assegurado um projeto político-pedagógico que resgata a cidadania deste sujeito de direitos, possibilitando ao mesmo a construção de um projeto de vida. Não devemos considerar a escola e a educação especial como um desvio, uma linha secundária destinada a servir de abrigo ou depósito, mas uma via para o caminho principal. Para cumprir um papel de travessia, o processo é lento e exige esforços, sendo a Escola Especial um importante recurso para dar suporte a este processo e oferecer uma melhor educação aos alunos que não podem ser atendidos nas classes das escolas regulares, pois ainda necessitam de um atendimento muito específico em termos de aquisições básicas cotidianas, quanto a: alimentação, higiene, deslocamento, modalidade de aprendizagem, etc.
A Escola especial atende a um número específico de alunos desenvolvendo um currículo adaptado, partindo do princípio de que todo ser humano pode aprender, ainda que com condições físicas, mentais, sensoriais, neurológicas ou emocionais significativamente diferentes, mas é imprescindível focalizar as necessidades especiais e os recursos necessários para supri-las, ou seja: “Iguais nos seus direitos, mas diferentes nas suas necessidades”


Colocamo-nos à disposição para esclarecimentos ou participação em debates. Comissão de organização do Ato Público, que inclui professores, funcionários, pais e Direção da Escola. Este movimento tem apoio da SMED/POA.

Escola Municipal Especial de Ensino Fundamental Lygia

1 de novembro de 2007

Escola Tristão Sucupira Vianna informa:

CARTA ABERTA A POPULAÇÃO


A Escola Especial Tristão Sucupira Vianna vem através desta carta informar a população sobre as mudanças na Política Nacional de Educação Especial do Ministério da Educação (MEC). A Política Nacional de Educação é quem define como se dará, em todo o Brasil, o atendimento escolar para as crianças e jovens com deficiência.
O Documento Orientador do MEC coloca:
"Nesse sentido a educação especial é um campo de conhecimento (...)que favorece o processo de escolarização dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/ superdotação nas turmas comuns do ensino regular (...)".
"Não criar novas escolas especiais e transformar as escolas existentes em centros de atendimento educacional especializados para o atendimento, a produção de materiais acessíveis e a formação docente".
Alertamos a população para o significado prático da concepção de inclusão do MEC:

As escolas especiais serão fechadas;
Todos os alunos matriculados nas escolas especiais passarão a ser alunos do ensino regular;
Todos os portadores de deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/ superdotação freqüentarão as turmas comuns do ensino regular;
A promessa da criação de centros de atendimento educacional especializado em substituição às escolas especiais, como que se em passe de mágica estes centros pudessem atender a totalidade dos alunos incluídos no ensino regular através de matrícula obrigatória.

As Escolas Especiais e Regulares, bem como as famílias, não foram convidadas a participar da discussão que elaborou a Política Nacional de Educação, não sugeriram formas de inclusão, tampouco foram ouvidos sobre as modalidades de inclusão que já possuímos em nossas Redes de Ensino e que estão atendendo o princípio da inclusão que acreditamos __ que vai além do "estar junto com" para o "promover a permanência e as aprendizagens efetivas" destes alunos.
Desta forma, estamos convidando a comunidade das Escolas Regulares a unirem-se a nós na luta pela manutenção das escolas especiais, para isso basta:
Enviar o maior número de e-mail para os seguintes e ndereços eletrônicos (sugerimos que mandem para os dois endereços): politicaseesp@mec.gov.br e http://portal.mec.gov.br (clicar ouvidoria);

Aderir ao abaixo assinado sobre a Política Nacional de Educação Especial do MEC, que encontra-se na sua escola ou na Escola Tristão (End: Av Nilo Wulff, 955- Restinga Nova / fone: 32501527).

- Esta carta foi entregue à escolas da Restinga e a comunidade em geral

Pais, alunos, funcionários e professores da Escola Tristão

30 de outubro de 2007

Pronunciamento do Senador Paulo Paim sobre a Política Nacional de Educação Especial.

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Senadores.

Quero falar um pouco a respeito da Política Nacional de Educação Especial lançada pelo Ministério da Educação.

Inicio este pronunciamento com o artigo 203 da Constituição Federal que trata da Assistência Social e de seus objetivos, em cujo inciso IV determina o seguinte:

“ a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiências e a promoção de sua integração à vida Comunitária”.

Nessa mesma linha vem o Estatuto da Pessoa com Deficiência em seu artigo 7º, parágrafo único, cujo texto foi construído com a sociedade brasileira:

“Parágrafo único. Fica assegurado à família ou ao representante legal do aluno com deficiência o direito de opção pela freqüência às classes comuns da rede comum de ensino, assim como ao atendimento educacional especializado.”

Diante desses preceitos não restam dúvidas de que o modelo integracionista de educação especial com o chamado ensino regular é anseio de toda a sociedade brasileira.

Essa mesma linha de pensamento foi defendida na “Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência” aprovada pelo ONU (Organização das Nações Unidas), em dezembro de 2006, e assinada pelo Brasil.

A referida convenção determina que os Estados Partes deverão assegurar um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, garantindo que:

· As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e compulsório, sob a alegação de deficiência;

· As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem;

· Adaptações razoáveis de acordo com as necessidades individuais sejam providenciadas;

· As pessoas com deficiência recebam o apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação; e

· Efetivas medidas individualizadas de apoio sejam adotadas em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social compatível.


Acontece que a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, divulgada pelo Ministério da Educação, recebeu o protesto de dirigentes de escolas privadas de educação especial, APAES, da própria sociedade e de senadores desta Casa.

A principal critica é que o documento orienta os sistemas de ensino a não criarem novas escolas especiais e a transformarem as já existentes em centros de atendimento educacional especializado na produção de material e formação docente.
Senhor Presidente,

Quero deixar bem clara a minha posição a respeito do polêmico assunto, pois credito que uma diretriz não deve excluir a outra.

Sempre defendi a educação inclusiva e adoto uma postura bastante clara sobre este posicionamento, pois sou a favor do direito à diversidade em todas as suas formas.

Porém, conheço de perto o trabalho sério e comprometido realizado pelas APAES, pelas Pestalozzis e por muitas outras escolas que trabalham com crianças especiais. Acredito de fato que um sistema não inviabiliza o outro.

Além do que este processo deve ser gradativo uma vez que necessita de material didático adequado; formação de professores e demais profissionais; readequação dos prédios escolares; aquisição de equipamentos especiais...

Quero salientar que considerei importante o posicionamento promovido semana passada, neste plenário, pelos senadores Eduardo Azeredo, Flávio Arns; Romeu Tuma, Casa Grande e Marisa Serrano, sobre o tema.

Quero unir a minha voz à deles, e dizer, ainda, que considero importante o debate e acredito que é possível o consenso no sentido da permanência das escolas especiais com a política do governo federal pela educação inclusiva.

Acredito que as instituições de educação especial podem contribuir com sua valiosa experiência no processo inclusivo, como por exemplo, trabalhando com as crianças em turno complementar, numa forma de suporte ao processo didático-pedagógico.

A meu ver, a educação inclusiva promoverá uma nova e importante postura social frente às diversidades.

Era o que tinha a dizer,
Sala das Sessões, 9 de outubro de 2007.
Senador Paulo Paim.

Ensino Especial protesta


Comunidade faz passeata em defesa das escolas especiais
A chuva de ontem não impediu que comunidades escolares das redes públicas que atendem alunos com necessidades especiais da Capital protestassem contra a proposta do MEC de transforma as escolas em centros de atendimento. Houve passeata pela manhã e plenária à tarde. Viviane Loss, da Smed, explica que as escolas especiais 'têm papel muito importante e, para alguns, funcionam, justamente, como forma de inclusão, e não o contrário'. Um abaixo-assinado será enviado ao MEC.

CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, TERÇA-FEIRA, 30 DE OUTUBRO DE 2007

Capoeira no I ciclo







Não há o que pague ver meninos de 7, 8 anos se organizando, sentando, buscando seu próprio controle, para poder usufruir do direito de tocar pandeiro, berimbau, ou jogar capoeira no centro da roda, com toda a atenção da roda voltada para si.


Seja Brahian ou Luan, Vitoria ou Aryel, um pé, uma mão, um olhar.... Cada uma participa como sabe, como pode!


Esta é a magia da mestre... DIDI!

CAPOEIRA E NECESSIDADES ESPECIAIS II

Foto de Anelise Barra Ferreira


A pessoa com necessidade educativa especial, se caracteriza por apresentar algum problema de aprendizagem ao longo de sua escolarização, necessitando maior atenção, recursos adaptados, respeitando os limites e as potencialidades de cada um. A Declaração de Salamanca, instituída pela UNESCO em 1994, propõe a educação para todos, interdisciplinaridade e um currículo que acolha a diversidade. Mesmo com o reconhecimento dos direitos destes alunos, como a lei 9394/96 do CNE, que institui a inclusão e o atendimento em todas as fases educacionais do país, a inclusão encontra obstáculos, pois muitos não acreditam na sua capacidade.


Acreditamos na utilização de elementos extraídos de nossa cultura como forma de aprendizagem motora. A capoeira configura-se como uma prática cultural e esportiva que tem como elementos a musicalidade e o jogo em si, através dos movimentos corporais congregando todos os aspectos para o desenvolvimento físico e psícosocial dos alunos. Sua prática colocou em contato pessoas provenientes de diversas origens sociais étnicas e nacionais, promovendo trocas culturais e todas as formas de inclusão. Ressalta-se que a capoeira é um componente educacional facilitador que pode contribuir no desenvolvimento assim como afirma LOPEZ MELERO “passa a desenvolver o máximo de possibilidades intelectuais e afetivo sociais de uma criança cognitivamente diferente”.


O Projeto de Extensão Universitária ESEF/UFRGS, acontece na Escola Municipal Especial Dr. Elyseu Paglioli, para alunos com necessidades educativas especiais,com deficiência mental, física, auditiva e múltiplas. Foram ministradas aulas de capoeira com 45 minutos cada, para alunos do 2ºciclo (de 9 á 14 anos- uma turma de 12 alunos) e 3º ciclo (de 15 á 21 anos, uma turma de 12 alunos cada),alunos turma infantil (4 turmas com 8 alunos cada,de 6 á 10 anos), também no recreio dirigido( estendido ás 7 turmas do turno da manhã) . Tínhamos como objetivo principal reconstruir e reposicionar o individuo, buscando o reconhecimento social despertando o interesse pela capoeira. Compreendendo como se da o aprendizado de uma atividade tão coordenativa e rítmica.


As aulas iniciavam com aquecimento, utilizando as cantigas de capoeira e reforçando a identidade. Durante as aulas retomávamos os movimentos já executados e utilizávamos elementos com maior esforço e dificuldade, propondo desafios. Trabalhamos os fundamentos (respeito, cooperação, regras da capoeira), a musicalidade (através do canto e dos instrumentos musicais), a história (através do mural e dramatização). No final fazíamos rodas e relaxamento, respeitando os limites e desejos de cada um.


As aulas foram registradas, com acompanhamento e avaliação das atividades e alunos. Como resultados, percebemos grande interesse pela capoeira que se estendeu para toda escola, observamos habilidades nos trabalhos manuais e musicalidade, mostraram-se mais organizados no aspecto motor e melhora da autonomia. Quanto ao relacionamento e comportamento, identificamos situações de agressividade amenizadas, maior respeito as regras e combinações, maior participação de alunos que pouco se comunicavam, maiores situações de cooperação e auxilio mútuo.


Concluímos que trabalhar com capoeira na escola propõe uma nova forma de inclusão, utilizando aspectos lúdicos e divertidos, que demonstram que as pessoas com necessidades especiais são capazes de superar seus limites mostrando empenho e apreciando desafios.


Fonte: Site da UFRGS - 7º Salão de Extensão
Projeto e Texto de ADELIA KERVALT COSTA E-mail: didicamboata@hotmsil.com

Escola de educação especial comemora 19 anos

Foto de Anelise Barra Ferreira
16/08/2007


A primeira escola de ensino fundamental de educação especial de Porto Alegre, Professor Elyseu Paglioli, irá comemorar 19 anos neste sábado, 18. A instituição, com 180 alunos, 12 funcionários e 33 professores, está localizada na rua Butuí, 221, Bairro Cristal, e possui o slogan “Respeitando as diferenças”.
A escola, que em seu nome homenageia o professor universitário, ex-prefeito de Porto Alegre, ministro da Saúde e médico neurocirurgião Elyseu Paglioli, fará uma confraternização com bolo e o tradicional Parabéns a você para comemorar a data. No dia, haverá a apresentação teatral e circense com o grupo Circo Halle Hou.
"Nossos profissionais estão sempre buscando qualificação e inovação no atendimento educacional a nossos alunos com necessidades educativas especiais, para isso integramos pais, estudantes e professores”, destaca a diretora Rosa Maria de Medeiros, informando que a escola foi escolhida como participante do projeto piloto de Inclusão Digital para Alunos com Necessidades Educativas Especiais, uma parceria entre Secretaria Municipal de Educação e Procempa.




Fonte: site da Secretaria Municipal de Educação

Escola Elyseu Paglioli promove Feira do Livro

Foto de Elaine Tavares
17/10/2007

Alunos da Escola Municipal Especial Elyseu Paglioli (Rua Butuí, 221, Cristal) e a comunidade escolar terão a oportunidade de participar, hoje, 17, até as 17h, da 3ª Feira do Livro da escola. O destaque do encontro será o lançamento do Jornal Correio do Elyseu, Dicionário de Educação Ambiental e as Aventuras da Bruxa Keka, todos feitos por alunos da instituição.
Durante a feira haverá venda de livros, exposição de obras e banners, animação de personagens, oficinas de criação de periódicos e sessão de autógrafos com os escritores Alexandre Brito e Abrão Apis. "Nesta terceira edição da feira, esperamos uma boa participação da comunidade, pois esta é mais uma forma de aproximar os alunos dos livros", informa a professora da biblioteca, Rejane Guariglia.
Programação 8h30: Abertura-Músicos do prelúdio-Encontro com os escritores Alexandre Brito e Abrão Apis.11h15- Tecendo com rima e poesia15h – Grupo de mães da Sociedade Amigas do Bairro Cristal-Contação de História16h- Espetáculo Carmem Miranda

Fonte: site da Secretaria Municipal de Educação