18 de março de 2008

Por quê 21 de março ?

O dia foi proposto pelo geneticista Stylianos E. Antonarakis, da Universidade de Genebra, Suíça, e acatado pela organização internacional Down Syndrome International.

Foi uma escolha muito feliz, porque faz a ligação entre o dia 21 e março (mês 3), em alusão aos três cromossomos no par de número 21, que as pessoas com síndrome de Down possuem (21/3)

O tema de 2008 é “Sonhe alto o bastante”, frase de John, Langdon Down, médico britânico que pela primeira vez escreveu sobre a síndrome em 1866.


A frase é um recado para todas as pessoas com síndrome de Down e, por que não dizer, para todas as pessoas - não existem limites para o sonho de ninguém.

O que é a Síndrome de Down?

A síndrome de Down é um evento genético natural e universal, estando presente em todas as raças e classes sociais. É a ocorrência genética mais comum, sendo registrada aproximadamente em 1 de cada 700 nascimentos. Não é uma doença e, portanto, as pessoas com síndrome de Down não são doentes. Não é correto dizer que uma pessoa sofre de, é vítima de, padece ou é acometida por síndrome de Down. O correto seria dizer que a pessoa tem ou nasceu com síndrome de Down.
A síndrome de Down também não é contagiosa. Por motivos ainda desconhecidos, durante o desenvolvimento das células do embrião são formados 47 cromossomos no lugar dos 46 que se formam normalmente. O material genético em excesso altera o desenvolvimento regular da criança. Este material extra se encontra localizado no par de cromossomos 21, daí o outro nome pelo qual é conhecida, Trissomia do 21.
Para confirmar o diagnóstico de síndrome de Down é necessário fazer um exame genético, chamado cariótipo.
Os efeitos do material genético adicional variam enormemente de indivíduo para indivíduo. Não há exames que determinem, no nascimento, como a pessoa vai se desenvolver. Para que ela tenha condições de atingir todo seu potencial é importante que seja encaminhada, ainda bebê, a profissionais habilitados para um programa de estimulação precoce. Como a maioria das mulheres que tem filhos é jovem, cerca de 80% das crianças com síndrome de Down nascem de mulheres com menos de 35 anos. Mas a incidência da síndrome de Down entre mulheres mais velhas é maior. De cada 400 bebês nascidos de mães com mais de 35 anos, um tem síndrome de Down.
Características - As três principais características da síndrome de Down são a hipotonia (flacidez muscular, o bebê é mais molinho), o comprometimento intelectual (a pessoa aprende mais devagar) e o fenótipo (aparência física). Alguns dos traços físicos são olhos amendoados, uma linha única na palma de uma ou das duas mãos, dedos curtinhos, entre outros.
Mas apesar da aparência às vezes comum entre pessoas com síndrome de Down, é preciso lembrar que o que caracteriza realmente o indivíduo é a sua carga genética familiar, que faz com que ele seja parecido com seus pais e irmãos.
Expectativa de vida - Devido aos avanços da medicina, que hoje trata os problemas médicos associados à síndrome com relativa facilidade, a expectativa de vida das pessoas com síndrome de Down vem aumentando incrivelmente nos últimos anos. Para se ter uma idéia, enquanto em 1947 a expectativa de vida era entre 12 e 15 anos, em 1989, subiu para 50 anos. Atualmente, é cada vez mais comum pessoas com síndrome de Down chegarem aos 60, 70 anos, ou seja, uma expectativa de vida muito parecida com a da população em geral. Recentemente faleceu em Anapolis, Goiás, a pessoa com síndrome de Down mais velha do mundo, Dilmar Teixeira.
Síndrome de Down hoje - Pessoas com síndrome de Down têm apresentado avanços impressionantes e rompido muitas barreiras. Em todo o mundo, e também aqui no Brasil, há pessoas com síndrome de Down estudando, trabalhando, vivendo sozinhas, se casando e chegando à universidade. A melhor forma de combater o preconceito é através da informação e da inclusão de TODAS as pessoas, na família, na escola, no mercado de trabalho e na comunidade.
Texto: Patricia Almeida
Coordenadora do Down21 Brasil – site em português sobre síndrome de Down http://www.down21.org/latinoamerica/brasil/marco.htm
Coordenadora do Instituto Meta Social, da campanha Ser Diferente é Normal em Brasília
www.metasocial.org.br
Moderadora do Grupo de Discussão sobre Síndrome de Down http://br.groups.yahoo.com/group/sindromededown/
DFDown
http://dfdown.blogspot.com/sindromededown@gmail.com
Fone: 61-9964-7745

17 de março de 2008

VOE ALTO O BASTANTE- clip

Vídeo comemorativo do II Dia Internacional da Síndrome de Down

Divulguem ! Não é necessária autorização para publicar.

Clique abaixo para baixarhttp://eu.sou.o.rodrigo.vilabol.uol.com.br/arquivos/versoes.html

Lucio Carvalho, de Porto Alegre, criou um filme para celebrar o Dia Internacional da Síndrome de Down 2008 – Sonhe Alto o Bastante - dia 21/3, em três idiomas – português, espanhol e inglês, vários formatos.

O texto do filme é inspirado em uma frase do Dr John Langdom Down, o primeiro a descobrir a síndrome, e escolhida como tema do Dia Internacional da Síndrome de Down desse ano pela Down Syndrome International: “Sonhe alto o bastante”.

O filme dura cerca de 1´ (dependendo de at é onde se deixa a música). As versões são todas publicáveis e livres de direitos autorais. O fundo musical é "free copyright", um trecho de música clássica de Bach tocado ao violão.

Aqui a descrição que ele faz do filme:”Lendo com calma, parece que o texto é uma conversa, nem que seja imaginária. A criança (no caso o meu filho, poderia ser qualquer outra, isso valeria igualmente) não está ali por acaso, é com ela que o texto conversa. Não sei se só eu leio o vídeo assim. Estou dizendo a ela que não importa quantos cromossomos ela tenha, que seu destino não está determinado geneticamente mas por sua capacidade de sonhar e viver, por isso estou lhe devolvendo a própria capacidade de sonhar. E o máximo que posso querer é que ela sonhe alto o bastante para fugir a qualquer limite, mesmo os que inconscientemente eu mesmo possa lhe impingir... Sonhar alto o bastante para ultrapassar os limites, não para estar detido neles. Sonhar alto o bastante é a condição da escolha, da liberdade. Essa fala não é para os pais, para os educadores, para os terapeutas, médicos, profissionais no assunto. Essa fala é para a própria pessoa, não é um exemplo, uma regra a seguir, uma fórmula de sucesso na vida, é umdesejo de alguém em relação a outro alguém. Isso eu gostaria de dizer a todas as pessoas com SD nesse dia que foi escolhido para lembrá-las. Sonhe alto o bastante. Não deixe o medo impregnar seus sonhos, não deixe que os outros determinem seu potencial humano.”

http://eu.sou.o.rodrigo.vilabol.uol.com.br/arquivos/versoes.html

Lucio Carvalho tem 36 anos e é casado com a Viviane,42 anos, há 11 anos. Eles têm dois filhos, Isabel (que tem quase 4 anos) e Rodrigo (1 ano e 3 meses). Ele é Bibliotecário do Ministério Público do Estado do RS e Viviane é professora de Filosofia. Paralelamente, realiza há alguns anos, de forma voluntária, trabalhos na área de criação visual - especialmente se voltados à promoção dos direitos humanos. Lucio esclarece que esse trabalho foi feito experimentalmente, com recursos em sua maioria caseiros “inclusive o próprio filho rsrsrs”.

luxius_oaker@yahoo.com.brluxius_oaker arroba yahoo.com.br

III DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE DOWN

21 de Março

O III Dia Internacional da Síndrome de Down será comemorado no próximo dia 21 de março, sexta-feira, a nível nacional, com o tema “Sonhe Alto o Bastante”.
Haverá diversos eventos por todo Brasil, lançamento de site com informações sobre a síndrome - Down21 Brasil - e campanha pela ratificação da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência como emenda constitucional.

16 de março de 2008

JORNAL NACIONAL - Campanha pela inclusão social

15.03.2008

Nas próximas duas semanas, parentes e amigos de pessoas que têm síndrome de Down começam uma campanha em todo o Brasil pela inclusão social e o fim do preconceito.
Não faz muito tempo, cena como essa seria quase impossível: uma escola pública regular, uma aluna com síndrome de Down. Olhinhos atentos e dedinhos rápidos quando ela mostra quantos anos tem.
“A tia passa o trabalho e ela acaba primeiro que a gente”, conta o colega Victor Alex dos Santos.
A síndrome de Down acontece na concepção. Ao invés de 46 cromossomos, a nova vida começa com 47. Este um a mais provoca mudanças físicas e, em muitos casos, problemas cardíacos. Mas a medicina moderna está atenta aos tratamentos. O que ainda precisa evoluir é a maneira como enxergamos essas diferenças.
“Nada impede de fazer qualquer coisa que qualquer outra criança possa fazer respeitando o tempo dela. Ela tem um tempo diferente, como todos temos tempos diferentes”, explica o geneticista Juan Llerena.
A amiguinha de Rachel tem uma explicação.
“Os outros quando falam, eles não pensam. Ela pensa e, por isso, demora tanto pra falar”, diz a colega.
A mãe pensa no futuro.
“Que ela estude agora, que ela cresça, que ela vai trabalhar e que ela tenha uma vida autônoma, que seja uma pessoa produtiva”, espera a mãe.
“Sonhe alto o bastante”, disse o médico John Down há 142 anos quando publicou o primeiro estudo científico sobre a síndrome de Down. De lá pra cá, os sonhos com o fim da exclusão social não deixaram de crescer.
Hoje, uma outra Rachel sabe exatamente o que significa não precisar mais sonhar. Tudo que ela idealizou já aconteceu. Há cinco anos é recepcionista de uma clínica.
“Ela é muita carinhosa, quando ela chega abraça todos os funcionários”, conta uma colega de trabalho.
Rachel conta que é muito feliz e diz o porquê.
“Porque eu sou muito importante pra mim”, define.


VEJA O VÍDEO NO LINK ABAIXO:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM803480-7823-CAMPANHA+PELA+INCLUSAO+SOCIAL+DE+PORTADORES+DE+DOWN,00.html

Poesia



Eu inventei mais palavras
que traduzem mais ternura.

Izaura Aguiar

Reunião de Acolhimento de Pais e Mães em 2008


Realizamos no dia 13 de Março de 2008 reunião de acolhimento dos pais e mães dos alunos da Escola Elyseu Paglioli, nos dois turnos - manhã e tarde.

A abertura da reunião foi realizada pela Direção da Escola, que apresentou todos os professores e funcionários da Escola. A Coordenação Pedagógica pediu sugestões de temas a serem trabalhados ao longo do ano e a Orientadora Educacional colocou-se a disposição paa os encaminhamentos necessários que serão realizados durante o ano letivo.

A seguir, cada pai, mãe ou família foi encaminhada para outras salas, onde foi realizada reunião mais específica, onde foram tratados assuntos diversos referentes ao trabalho dos diferentes ciclos. Algumas professoras ainda aproveitaram para um pequeno encontro com as famílias de sua turma, para um contato inicial de orientação.

O grande número de pais e mães presentes na escola neste dia revela a necessidade que os pais têm de participar mais da educação de seus filhos e do dia-a-dia da escola. Damos os parabéns à escola que se organizou de forma tranquila para acolher os pais e alunos neste dia.


Mais fotos no Space do Elyseu

12 de março de 2008

Cursos para pessoas com deficiência visual têm inscrições até amanhã

Comunicação Social
PMPA/CS / Notícias


12/03/2008
TECNOLOGIA
Encerram-se amanhã, 13, as inscrições aos cursos gratuitos de informática para pessoas com deficiência visual nas unidades Restinga e Usina do Gasômetro do Centro de Capacitação Digital (CCD) da Procempa. São dez vagas para a Restinga e cinco para a Usina. As inscrições podem ser feitas pelo telefone (51) 3289-1244, com a instrutora do CCD Janete Schneider, na Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (Seacis). As aulas iniciam dia 17, na Restinga, e dia 18, na Usina.
Na Unidade Restinga, são duas turmas na segunda-feira: primeira turma pela manhã, das 8h às 12h, e a outra, das 14h às 18h. Na Usina, há somente uma turma, sendo que as aulas ocorrem terças e quartas-feiras, das 13h30 às 17h30.
A instrutora Janete faz um chamamento especial às pessoas com deficiência visual da região Sul para se inscreverem no curso da Restinga. “Devido ao difícil acesso, algumas vagas não são preenchidas. Mas há duas linhas de ônibus que chegam no local: Restinga-PUCRS e Avenida do Trabalhador”, afirmou.
Deficiência visual - Em parceria com a Fundação Bradesco e as secretarias Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (Seacis) e de Direitos Humanos e Segurança Urbana (SMDHSU), o CCD capacita para o mundo digital pessoas portadoras de deficiência visual, através do uso do software Virtual Vision, que lê a tela do computador e comando de teclado, fazendo com que o aluno saiba o que está conectando e produzindo no micro. Em 2007, foram capacitadas 21 pessoas com deficiência visual. A Unidade Restinga do CCD localiza-se na Rua Ricardo Leônidas Ribas, 75. A Usina do Gasômetro está situada na Avenida João Goulart, 551, Centro. Os cursos oferecidos são de Introdução à Informática, Sistemas Operacionais, Pacote Office e Internet. Requisitos básicos: possuir ensino fundamental completo, informar o Código Internacional da Doença (CID) e apresentar documento de identidade.

11 de março de 2008

Escola de surdos começa a funcionar


Sede provisória fica na Rua Mariante
Foto: Cristine Rochol/PMPA

No dia 10 de Março começaram as aulas na Escola Municipal de Ensino Fundamental de Surdos Bilíngüe Salomão Watnick, que atenderá 20 crianças surdas com idade entre seis a 12 anos. A sede provisória fica na Rua Mariante, 550, Bairro Rio Branco.
Inaugurada em dezembro, a escola contará inicialmente com duas turmas de 10 alunos, com aulas das 13h30 às 17h30. A partir de segunda-feira, também serão definidos os horários para um grupo de estudos de Libras oferecido aos familiares e responsáveis. O Coordenador-adjunto do Território da Educação Especial na Smed, Adilso Luis Corlassoli, ressalta que a escola tem toda a estrutura necessária para as aulas, com professores capacitados para atender aos alunos.

Professores planejam atendimento a alunos com necessidades educacionais especiais


Comunicação Social
PMPA/CS / Notícias

Professores da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre que atendem nas 18 Salas de Integração e Recursos (Sirs) participarão, amanhã, 12, e na quinta-feira, no auditório da Livraria Paulus (Rua Doutor José Montaury, 155), das 14h às 17h30, de um seminário inicial para planejar as ações do ano letivo de 2008.
O coordenador adjunto do Território da Educação Especial na Secretaria Municipal de Educação, Adilso Corlassoli, considera o encontro de planejamento importante porque, a partir da avaliação dos trabalhos desenvolvidos em 2007, serão discutidas ações visando sempre ao melhor atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais nas Sirs.
A Sala de Integração e Recursos é um serviço de apoio especializado, que visa a contribuir para o processo de inclusão de alunos na Rede Municipal de Ensino. As 18 salas estão localizadas em 17 escolas da rede, abrangendo diferentes regiões da cidade. Todos os 38 professores que atuam nas Sirs têm especilização para trabalhar com alunos com necessidades educacionais especiais. O seminário é promovido pelo Território de Educação Especial da Smed.

9 de março de 2008

Dia da Mulher - "Desde que uma mulher tenha brilho nos olhos, nenhum homem irá reparar se ela tem rugas em volta deles". Dolores del Rio


Se a história de Adão e Eva é correta, você, Mulher, é o significado da aventura e da descoberta do mundo. A maçã foi o apetite que se transformou em gula para as emoções do amor.... Amor que não sei se Deus sabia que havia criado em você, mas que se criou em você e se manifestou na malícia insegura ou na maliciosa insegurança ou na maliciosa ingenuidade que levou Adão ao pecado... se é que consideramos, mesmo, pecado...

Mas uma coisa ficou certa em tudo isto: Você dirige. Mandar é o atributo dos tiranos que, na insegurança e/ou no medo da derrota, impõe ordens, mesmo arbitrárias, quando não só arbitrárias.Você dirige através da insinuação, da persuasão, do carinho, da sedução e, sempre que sincera, através do amor. O amor, o suavizador de feras.

O feminismo...que algumas vezes se apresenta como partido político... ou movimento de disputa da masculinidade... ou movimento das frustradas amorosas... não é exatamente o seu carisma.

O feminismo da intelectualidade, da capacitação,da dignificação do sexo, da defesa e desenvolvimento harmônico das suas crias, da igualdade cristã entre as pessoas, independente de sexo, este é o seu destino.

Se a meta é a humanidade e para ela o equilíbrio e a paz, não é senão na solidificação da família que se fará o cumprimento do objetivo.

A realização pessoal e egoística da autopromoção narcisista tão apregoada pelas figuras dos vídeos, na confusão de amar e desamar, na frustração recebida e causada, sem o objetivo da doação amorosa e sem o objetivo do equilíbrio, não é da sua formação.

Através dos séculos você foi abusada, até que no surgimento do evangelho foram colocadas a Madalena e as Bodas de Canaã a indicarem o verdadeiro caminho da humanidade e o verdadeiro papel que cabe a você.

A força bruta da masculinidade perdeu valor diante da força da inteligência que criou as máquinas e o novo surto da economia. Quando surgiu este momento da inteligência, você passou a despontar e passou a ocupar cada vez maior lugar, mais ativo na civilização.

A duplicidade do seu valor se evidencia quando a sua meta é a família e a sua inteligência alcança o trabalho no mundo econômico e do mundo do lar e você os concilia.

Da análise do Gênesis se constata que Deus criou o mundo dentro de uma sequência de perfeição de formas e de funções. Depois de ter criado o homem, não satisfeito, criou ainda a mulher.Para harmonizar a sua criação, não a criou de nenhuma matéria isolada, mas a criou do meio de Adão... nem da cabeça para que não seja tirana, nem dos pés para que não seja escrava, nem do abdome para que não seja das fermentações, nem dos genitais para que não seja somente o gozo. Mas do peito, onde está o sopro da vida no ar que se respira e onde está o coração, fonte da vida que alimenta todo o corpo e vibra com as emoções das alegrias e das tristezas. E na operação da criação não tirou só a costela! Com ela, veio um naco do coração que faz com que cada homem busque o pedaço de coração que lhe falta. Deu-lhe, Deus, à mulher, o dom da amamentação, com o manancial do alimento, não lá na barriga, mas exatamente no peito, junto ao coração, o mesmo coração símbolo do amor, para aconchegar a cria junto à face e fazer com que aquele que dela colhe a vida, sinta o seu respirar, seus murmúrios de carinho e caricia, seu palpitar, no acalento dos braços macios e corajosos.

O mundo é seu, mulher! A política é sua, quando você sente que a sua família é o seu carisma e apenas pode bem sobreviver com uma sociedade digna e equilibrada.

O maior dos oradores não pode convencer mais do que a sua oração aos Pés de Maria ou das suas palavras no aconchego da cama ou das horas de refeição.

Você é a poesia, a harmonia, o sonho, a fibra, a luta, a vitória.


Postado por shapfzmohamed mohamed shapfz, na Lista Forum Inclusão, em 08/03/2008

Dá pra viver sem caminhar. Mas não dá pra viver sem trabalho.


Dá pra viver com um metro e dez de altura. Mas não dá pra viver sem trabalho.


Desculpem a qualidade das imagens, mas não consegui encontrar o arquivo no Correio On line. A foto é scaneada do Correio impresso. Se alguma das colaboradoras conseguir o arquivo digital para postar, será um favor.

Grupo Record/RS conta com a adesão do empresariado para dar oportunidade no mercado de trabalho



CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SÁBADO, 8 DE MARÇO DE 2008

Campanha é voltada para as PPDs

Voltada à inclusão de pessoas portadoras de deficiência no mercado de trabalho, a campanha 'Dá para viver com deficiência. Mas não dá para viver sem trabalho' foi lançada ontem pelo Grupo Record/RS para mobilizar a sociedade gaúcha. A adesão do empresariado está entre os principais objetivos da iniciativa, que busca a sensibilização em torno da necessidade de abertura de vagas e da qualificação dessa parcela da população. A apresentação da campanha foi feita pelo presidente do Correio do Povo Grupo Record, Luiz Cláudio Costa, a empresários, políticos e representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e de entidades ligadas à defesa dos direitos da população com algum tipo de deficiência física ou mental, durante café no Quality Hotel, em Porto Alegre. Também ontem começaram a ser veiculadas as peças publicitárias da campanha, desenvolvidas pela agência GlobalComm na programação da TV Record. Toda a campanha será baseada no depoimento de pessoas portadores de deficiência. No Correio do Povo e na Rádio Guaíba, a divulgação acontece a partir de hoje. 'A inclusão precisa ser participativa e não apenas formal. Mais importante do que cumprir a lei é o nosso dever social de incentivar outras empresas a darem oportunidade para as pessoas com deficiência', ressaltou o presidente. Luiz Cláudio destacou ainda a necessidade de promover a qualificação das pessoas com deficiência para o seu efetivo ingresso no mercado de trabalho.A campanha conta com o apoio do MPT e da AMA – Consultoria e Gestão em Saúde. A procuradora-chefe do MPT, Silvana Ribeiro Martins, enfatizou que cresceu a conscientização das empresas nos últimos anos em relação ao cumprimento da lei 8.213/91 (artigo 93), que prevê a destinação de cotas a pessoas com deficiência nas empresas a partir de cem funcionários. 'Um dos principais problemas diz respeito à qualificação. Existe uma necessidade de parcerias para promover a capacitação dessa população', frisou.

Correio do Povo e PPDs

Uma notícia que nos deixou muito felizes foi a campanha iniciada pelo Correio do Povo, em benefício deste segmento da população que nos é tão caro. O jornal Correio do Povo sempre esteve ao nosso lado na luta em defesa das escolas especiais. Esta iniciativa de lutar pela inclusão social, através desta campanha tão bonita é algo que nos causa muita admiração e pelo qual queremos parabenizar a empresa, através de seu Presidente e de toda a equipe que se envolveu no projeto. A seguir, colocamos na íntegra, a notícia, para quem não viu no jornal. Também seguiremos postando as lindas imagens que estão sendo veiculadas diariamente no jornal.
Mais uma vez, parabéns ao Correio do Povo e ao Ministério Público do Trabalho.

CP faz campanha para contratação de PPDs

Com o apoio do Ministério Público do Trabalho, jornal promove ação – aberta a outras empresas – para absorver esse potencial
A frase 'Dá para viver com deficiência, mas não dá para viver sem trabalho' é a marca da campanha de inclusão de pessoas portadoras de deficiência no mercado de trabalho que o Correio do Povo começou a promover, com o apoio do Ministério Público do Trabalho, neste mês de março. O objetivo é abraçar a questão social, uma vez que dados do IBGE apontam que dos 24,5 milhões de portadores de deficiência que existem no Brasil, 15,22 milhões têm entre 15 e 59 anos, ou seja, estão em idade de atuar no mercado de trabalho formal. 'Sabemos que a garantia de acesso ao trabalho para pessoas com deficiência é prevista em lei, mas também sabemos que a empresa inclusiva reforça o espírito de equipe de seus colaboradores, fortalecendo a sinergia em torno de objetivos em comum. Pessoas com deficiência, quando têm asseguradas condições de trabalho que respeitem suas aptidões, habilidades e limitações, conseguem desenvolver todo o seu potencial como trabalhadores', afirma Luiz Cláudio Costa presidente do Correio do Povo Grupo Record. Além da campanha externa, o Correio do Povo está desenvolvendo em suas unidades um Programa de Inclusão cujo nome é Fazendo a Diferença, no qual estão previstas várias ações para a promoção e a manutenção de vagas para pessoas com deficiência. Esse trabalho está sendo desenvolvido em conjunto com uma equipe de profissionais da AMA – consultoria e gestão em saúde –, que assessora a empresa na organização e na manutenção desse programa, bem como proporciona apoio técnico a toda a equipe envolvida com o trabalho. O Correio do Povo deseja também ampliar a campanha a outras empresas interessadas em iniciar trabalhos nesse sentido. No projeto de ações está prevista a palestra do professor Steven Dubner, na Federasul. Aos 46 anos e formado em Educação Física, Dubner é especialista em esporte para as pessoas portadoras de deficiência. 'Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez' é o tema da palestra que o professor Dubner ministra em empresas, universidades, clubes, escolas e associações. Além da palestra, o Correio do Povo vai realizar outras ações.

The First Day - parte II


A parte divertida mesmo ficou por conta do show de palhaços do Grupo Pernas de Pau, que encantou a gurizada. Só lamentamos que o grupo tenha se apresentado só no turno da manhã. Com cereteza, os alunos da tarde também iriam adorar. Portanto, pedimos a Direção, através da Coordenação Cultural, que pense com carinho em trazê-los de volta à escola, em um dia de turno único. Quem sabe agora na Páscoa?!

Vejam todas as fotos no Space do Elyseu


The First Day


Como veiculado anteriormente, nossa escola foi selecionada para fazer parte da programação especial de volta às aulas, da SMED .

Os alunos do turno da manhã, juntamente com todos as professoras e algumas assessoras da SMED, reuniram-se em uma sala do Prédio Anexo, para assitir à video-conferência, que teve lá seus probleminhas técnicos, como acontece sempre com as novidades tecnológicas. Com o tempo, vamos apender a conviver com ela, de forma amigável. Se não foi lá um grande sucesso, também não foi um grande fracasso, mesmo porque nestes primeiro dia, os alunos querem mesmo é confraternizar, rever os amigos, conversar, matar a saudade, enfim.
Vejam mais fotos no Space do Elyseu.



Volta às aulas



Porto Alegre retorna hoje às aulas


Videoconferência e atividades lúdicas abrem o ano letivo 2008 nas escolas municipais da Smed


A abertura do ano letivo nas 93 escolas municipais, em Porto Alegre, terá transmissão inédita pela Internet. A prefeitura, através da Procempa, exibirá a videoconferência entre as escolas municipais de Ensino Fundamental Professor Larry Ribeiro Alves e Afonso Guerreiro Lima, na Lomba do Pinheiro. Além dessas duas escolas, outras 11 oferecerão atividades lúdicas a partir das 10h, com participação do Circo Girassol, dos Grupos De Pernas Pro Ar, Recrearte, Cia. Gente Falante, Oigalê, Maracatu Truvão e Boneco Dragão, além de apresentação de bonecos gigantes, com pernas de pau, malabares e tambores. A EPTC estará distribuindo materiais informativos, com dicas para estimular o trânsito seguro. E no dia 10/3, a programação de volta às aulas acontecerá em três escolas infantis: as da Vila Valneri Antunes; da Vila Nova; e da Ilha da Pintada. A secretária municipal de Educação, Marilú Medeiros, destaca que as prioridades para 2008 são as ações voltadas para a convivência com as diferenças, aquelas que dizem respeito ao letramento e à utilização das novas tecnologias como ferramentas para o aprendizado. Segundo ela, as diretrizes seguidas e desenvolvidas na rede municipal de Ensino incluem o trabalho com múltiplas linguagens e um aprendizado no qual o processo de leitura é visto além do letramento. 'Queremos que os alunos possam, de fato, 'ler o mundo', explica a secretária Marilú. A dirigente admite que as questões que envolvem a convivência com as diferenças, em alguns casos ainda são difíceis de serem tratadas na prática. 'Em 2007, por exemplo, tivemos exemplos de dificuldades em casos relacionados a questões de gênero, apesar de já possuirmos grupos de discussão que tratam do tema. Nosso objetivo é enfrentar de frente estes problemas e mostrar como viver estas questões em nosso cotidiano', adianta ela. Segundo a secretária, nas ações ligadas ao aprendizado e uso da tecnologia será o grande diferencial, dando prosseguimento a trabalhos já iniciados em 2007. 'Mais de 70% de nossas escolas já têm acesso a Internet banda larga e, até o final de março, chegaremos aos 100%. A tecnologia vai ampliar nossas políticas de leitura', assegura. De acordo com Marilú, cada escola planeja uma acolhida especial a seus alunos; e o objetivo de realizar programação mais intensa em 12 pontos visa valorizar um retorno escolar alegre, no qual aprender seja sempre associado a algo prazeroso. 'Teremos atividades lúdicas não apenas dentro dos ambientes escolares, mas também em seus entornos, incentivando a participação das comunidades', assinala a educadora. A programação específica para os professores, mais conhecida como aula inaugural, ocorrerá no dia 28 de março. Entre as escolas com programação especial estão: Doutor Marcírio Goulart Loureiro; Governador Ildo Meneghetti; Grande Oriente; Lauro Rodrigues; Mario Quintana; Nossa Senhora de Fátima; Elyseu Paglioli; Ana Íris do Amaral; Lygia Morrone Averbuck; São Pedro; Vereador Antônio Giudice; e Larry José Ribeiro Alves.
Notícia veiculada no Correio do Povo, 05/03/2008, por Flavia Bemfica


Botando o papo em dia

Após um merecido período de férias retornamos com força total. Durante este período, poucas ou muitas coisas aconteceram, dependendo do ponto de vista de cada um.
Em relação ao pequeno mundo da escola, perdemos uma pessoa muito querida - seu Moisés, que está tendo graves problemas de saúde e, também por causa disso, pediu sua aposentadoria. Perde a escola, como intituição, por não contar mais com uma figura que impunha respeito à toda comunidade ali na frente da escola; perdemos nós, professores e alunos, por não contar mais com sua presença sempre serena e amiga. Desejamos muita saúde e uma boa aposentadoria ao seu Moisés.
À parte o pesar que nos causa o afastamento do seu Moisés, a escola precisa de um novo Guarda Municipal - e isto é função da Mantenedora. Além de todas as funções que nos cabem, sejam pedagógicas ou administrativas, ainda precisamos aditar funções reinvindicatórias: a Prefeitura não pretende fazer a substituição deste servidor. Lá vamos nós de novo, mandar email, pedir audiência, fazer abaixo-assinado, enfim, ir à luta por uma coisa qu deveria ter um seguimento normal administrativamente. Segurança é um ponto que não podemos desprezar e a nossa comunidade escolar está iserida em um local de alta periculosidade. Convivemos com guerras de gangues, tiroteios, assalto à mão armada, roubo de carros, etc. Por isso, pedimos com carinho, toda a atenção do Prefeito Fogaça, a este ponto (e a tantos outros). Afinal, falta pouco para começarem os Programas Eleitorais e vai ser muito fácil comparar o discurso com a prática.

Também não devemos esquecer que o Governo se comprometeu, com a Comissão de Negociação das Progressões de nossa última Greve, a pagar as Progressões do Biênio 2002-2004 na nossa Folha de Janeiro/2008. O que aconteceu? A Administração Municipal estava querendo deixar os Trabalhadores da SMED fora deste pagamento, alegando risco de anulação em função de uma ação judicial individual que questiona o resultado do processo de seleção dos contemplados com as progressões. Mais uma manobra para não pagar pelo que nos é devido como sempre?!! Ainda bem que agora temos uma Associação e um Sindicato forte, que está sempre atento a estas questões. A ATEMPA juntamente com o SIMPA negociou com o Governo e parece que conseguiu reverter esta posição. Quem tiver informações mais precisas sobre o assunto, por favor, nos esclareça.


Outra coisa que marcou (ou será que passou despercebido para muita gente?) o período de férias foi o encaminhamento do documento sobre as Políticas de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, ao ministro Fernando Hadad, no início de janeiro. O texto foi elaborado por um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria de Educação Especial (Seesp/MEC), que discutiu e sistematizou as diretrizes para nortear a educação especial.
O documento configura-se como uma ação política, cultural, social e pedagógica em defesa do direito de todos a uma educação de qualidade e da organização de um sistema educacional inclusivo.
Dados como o crescimento de 107% no número de matrículas entre 1998 e 2006 constam do texto recebido pelo ministro. Outro dado é a evolução, no mesmo período, em 640%, da inclusão de estudantes com necessidades especiais em classes comuns do ensino regular. Com 19 páginas, o
documento é resultado das discussões do grupo, criado pela Portaria nº 555, de 2007. (notícia veiculada pela Assessoria de Comunicação Social do MEC).

Como estava fora de casa em Janeiro não tive oportunidade de comparar os dois documentos - a versão preliminar que já conhecíamos e que recomendava o fechamento das escolas especiais e esta versão final, onde este item foi suprimido. Em leitura superficial, foi este o ponto que mais me chamou atenção. Quem sabe poderíamos colocar este assunto em pauta, em uma de nossas formações?
Abaixo encontra-se o link para o documento na página do MEC.
http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf

22 de janeiro de 2008

Educação Especial em Porto Alegre é Referência

Educação Especial em Porto Alegre é referência nacional
- notícia retirada da página da prefeitura de Porto Alegre -

As escolas da rede municipal estão, gradualmente, sendo adaptadas para assegurar as políticas de inclusão da administração municipal. Cerca de 70% dos estabelecimentos de Educação Infantil já alcançam a acessibilidade plena. A Secretaria Municipal de Educação (Smed) encerrou o ano de 2007 com 3.984 alunos com deficiências diferenciadas matriculados.
Ao contrário da rede regular, que conta com período de matrículas específico, na Educação Especial o acesso pode ocorrer em qualquer dia do ano, desde que existam vagas disponíveis. A coordenadora do Território de Educação Especial da Smed, Viviane Loss, explica que os estudantes portadores de deficiências são incluídos nas cinco escolas especiais e nas demais escolas regulares da rede, que totaliza 92 instituições de ensino, entre Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Uma delas, o Centro Municipal dos Trabalhadores Paulo Freire, possui 12 turmas de alunos surdos (totalizando 130 estudantes), 20 alunos com deficiência visual e outros 200 alunos com necessidades educacionais especiais, incluindo deficiência mental. Esses alunos estão distribuídos nas diferentes totalidades da EJA. As escolas especiais Lygia Morrone Averbuck, Professor Luiz Francisco Lucena Borges, Tristão Sucupira Viana e Professor Elyseu Paglioli atendem 635 alunos, sendo alguns portadores de deficiência mental, associada ou não a outras deficiências, ou com condutas típicas (psicose e autismo). “Essas crianças apresentam grande prejuízo intelectual ou emocional, dificultando sua inclusão nas escolas de ensino regular”, observa.
Convênios - Jovens e adultos maiores de 21 anos têm a oportunidade de continuar sua formação nas turmas da EJA, que também acolhem alunos especiais. Além disso, a Smed mantém convênios com o Centro de Reabilitação de Porto Alegre (Cerepal), a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), a Fundação Kinder e a Escola Frei Pacífico. Nas escolas especiais é oferecido o serviço de Educação Precoce e Psicopedagogia Inicial, para a faixa etária de zero a seis anos. Nos estabelecimentos enquadrados como especiais, o ensino está organizado em três ciclos – de 6 anos a 9 anos e 11 meses; de 10 anos a 14 anos e 11 meses; e de 15 anos a 21 anos.
“Crianças com necessidades educacionais especiais têm acesso assegurado na rede municipal de ensino da Capital”, enfatiza Viviane. Segundo ela, os recursos anuais para o setor representam 12% do orçamento da Smed, sendo suficientes para atender às políticas de inclusão pelo ensino. Viviane lembra que a verba também é empregada na compra de cadeiras de rodas ou de qualquer outro tipo de equipamento que os alunos necessitem, incluindo muletas e aparelhos ortopédicos. Ela ressalta que, em meados de 2005, a inclusão atingia 4,5% do universo de crianças especiais da Capital. Agora são 7,5%, que representa um avanço enorme.
Após intensas atividades no ano de 2007, a escola Elyseu Paglioli encontra-se em período de recesso.
Entretanto, aguardem, muitas novidades estão por vir neste ano que se inicia...

Quem quiser matar a saudade, visite o "Space do Elyseu" - o atalho encontra-se na lista de links - e veja as fotos organizadas pela professora Elaine de importantes momentos vividos.



15 de dezembro de 2007

Paim comemora avanço da luta pelos direitos das pessoas com deficiência


Ao se pronunciar na parte da sessão desta terça-feira (11) destinada a homenagear a 3ª Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, o senador Paulo Paim (PT-RS) comemorou o fato de mais e mais pessoas estarem lutando pelos direitos dessa parcela da população. - Ano após ano, mais pessoas estão lutando pelos direitos das pessoas com deficiência, o que mostra que estamos no caminho certo - afirmou Paim. O parlamentar, que preside a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa no Senado, afirmou que a principal meta do Congresso Nacional passou a ser a aprovação da Convenção Internacional para Pessoas com Deficiência. O estatuto que define os direitos dessa camada da população deve continuar sendo debatido, para ser aprovado no momento apropriado. - Só isso [o debate] já é um gol de placa - disse. Em seu pronunciamento, Paim cumprimentou o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que, na Presidência do Senado, foi o responsável pela realização das três semanas de valorização da pessoa com deficiência. Também homenageou o senador Flávio Arns (PT-PR), que está hospitalizado, que disse ser seu "guru e orientador" nessa matéria. Paim também pediu aplausos ao senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que presidiu a Subcomissão da Pessoa com Deficiência, e a funcionária Mônica de Araújo Freitas. Além desses, citou o pianista João Carlos Martins e o ator Marcos Frota, presentes em Plenário, e o cantor Ney Matogrosso. O senador encerrou seu discurso com um poema de Mário Quintana, que diz: "Deficiente é aquele que não consegue entender o sentido da vida".

Fonte: Agência Senado
14 dez 2007

14 de dezembro de 2007

ELYSEU EM CENA






A Escola Especial Elyseu Paglioli tem a honra de convidar toda a comunidade escolar, assim como seus amigos e parceiros para a sua grande festa de encerramento do ano de 2007.


Este é o 5º Elyseu em Cena, um evento que envolve alunos e professores da escola em um espetáculo de música, teatro e multimídia, e que este ano chama-se BAILANTES.




Dia 17 de Dezembro, ás 14.30 horas, no Teatro de Câmara.




Não percam!




Aguardamos todos lá.

12 de dezembro de 2007

Apresentação da professora Doris na Câmara Municipal

Trabalho de Educação Precoce e Psicopedagogia Inicial nas Escolas Municipais Especiais de Porto Alegre - SMED

O trabalho de Educação Precoce e Psicopedagogia Inicial não estão contemplados nas diretrizes do MEC.
Vamos esclarecer a importância deste trabalho para as crianças do 0 a 6 anos com transtornos em seu desenvolvimento, bem como para os que as acolhem em creches e escolas infantis
A Educação Precoce foi criada há 17 anos pelos professores das escolas especiais a fim de promover uma prevenção secundária para que estas crianças não viessem a precisar da Escola Especial e se precisassem, estariam, certamente bem melhor em seu desenvolvimento.
Este trabalho intervém em dois eixos extremamente importantes:
1) EP e PI como modalidades de atendimento
2) Assessoria as Creches conveniadas e Escolas Infantis da SMED – em POA

1º Modalidade de atendimento, que intervém no brincar e em todos os aspectos do desenvolvimento da criança juntamente a quem desempenha a filiação, promovendo a inclusão no laço familiar e cultural, mudando o olhar e a própria estruturação destas. Promove então que venha se desenvolver o melhor possível, respeitando a subjetividade, cronologia e mítica da cada um. Isto remete que são atendimentos com olhar clínico e efeito educacional.
EP para 0 – 3 anos
PI para 3 – 6 anos

2º Modalidade de Assessoria as Creches e Escolas Infantis na SMED, em POA:
Criada para que a inclusão se dê de fato, na educação infantil promovendo a interdisciplinaridade.
Crianças atendidas na EP/PI, promovem que os profissionais destas assessorem as creches e escolas infantis de forma que promovam:

*Interconsultas com os educadores;
*Formação teórica para educadores;
*Observações das crianças nas EMEIS, devolução e planejamento conjuntamente para efeito coletivo no planejamento da escola infantil;
*Abertura para professores e educadores observarem um atendimento EP/PI a fim de se notar a diferença e as questões específicas da criança incluída.


A Modalidade de assessoria EP/PI às crianças da escola infantil que estejam com alguma questão na relação com educador ou encaminhamentos afins.
O importante é contemplar os atendimentos EP/PI que são diferentes, são individualizados ou em duplas, o qual promovem que a criança se sustente no espaço infantil escolar e vice-verso, promovendo a estes a interdisciplinaridade e prevenindo, secundariamente, os transtornos e fazendo de fato a inclusão escolar

Esperamos que o MEC reconheça este trabalho e o inclua como ponta emergente para a prevenção do inchaço escolar na Escola Especial e na minimização das diferenças desta clientela de 0 a 6 anos com transtorno de desenvolvimento

11 de dezembro de 2007

RS debate e faz propostas para a Educação Básica

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 10 DE DEZEMBRO DE 2007

Conferência Estadual busca ajustes e qualificação

Maria José Vasconcelos


Gestão e financiamento da Educação, metodologia de Ensino, formação continuada de professores e de funcionários de escola, currículo escolar, avaliação e inclusão foram temas abordados na Conferência Estadual da Educação Básica do RS, realizada no final da última semana, na Ulbra/Canoas. O debate, que reuniu cerca de 400 gestores, integrantes de entidades e trabalhadores em Educação (com 13 segmentos representados, entre os quais Cpers, Sinpro, ACPM, CEEd e Uges), resultou na elaboração de propostas. Esse material, organizado num documento, será enviado à comissão organizadora da Conferência Nacional da Educação Básica (Coneb, que ocorre em abril/2008).A presidente da entidade de dirigentes municipais de Ensino (Undime/RS) e integrante da coordenação da Conferência Estadual da Educação Básica, Magela Formiga, explica que, a partir de 3 de janeiro de 2008, a comissão de sistematização, da qual integra, organizará o documento final, com as propostas do RS visando à melhoria dos ensinos, do Infantil ao Médio. Segundo ela, até o final de janeiro, a comissão organizadora da Coneb receberá os resultados das 27 conferências dos estados, visando levar a debate os encaminhamentos que apontarão as mudanças, que foram avaliadas como necessárias à Educação Básica brasileira. Para participar da Coneb, em Brasília, Magela revela que foram escolhidos 31 delegados gaúchos.

INCLUSÃO - UFRGS

O Núcleo de Estudos em Políticas de Inclusão Escolar da Faculdade de Educação da Ufrgs recebe, até 5/1, inscrições para curso de especialização em Educação Especial e Processos Inclusivos. São oferecidas 50 vagas.

Contato: (51) 3308-3270
ou

www.ufrgs.br/faced/pos.

Escolas especiais temem fechar

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, TERÇA-FEIRA, 11 DE DEZEMBRO DE 2007

Um encontro direto com o ministro da Educação, Fernando Haddad, será buscado para debater o problema das escolas especiais no país. A decisão resultou da audiência pública, realizada neste mês, pelas comissões de Educação (Cece) e de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança (Cedecondh) da Câmara de Vereadores. Com participação de entidades ligadas às escolas, representantes das secretarias estadual (SEC) e municipal da Educação (Smed) e da Ufrgs, esteve em pauta a continuidade das escolas especiais como espaço de inclusão.Uma das principais preocupações da comunidade escolar se refere a forma como o Ministério da Educação (MEC) pretende promover a inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais. Em outubro, o MEC voltou a apontar para mudanças na atual sistemática. A Secretaria de Educação Especial (Seesp/MEC) formatou o documento 'Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva' e estabeleceu prazo para o envio de sugestões. Mesmo que o material não tenha força de lei, educadores e pais que defendem a manutenção das escolas especiais acreditam que funcionará como diretriz, numa tentativa do MEC de começar um processo de inclusão de todos os alunos na rede regular.A possibilidade teria ficado evidente na parte do documento que estabelece que as escolas especiais existentes se transformem em centros especiais de atendimento; e que não sejam criadas novas instituições. No início de 2006, o MEC já havia tentado alterar a forma de oferta do Ensino Especial, enviando proposta ao Conselho Nacional de Educação (CNE), onde foi rejeitada.

9 de dezembro de 2007

Modelo com doença similar ao autismo se destaca no'America's next top model


Heather Kuzmich tem a desordem neurológica conhecida como síndrome de Asperger. Ela é socialmente desajeitada, tem problemas para olhar olho no olho quando fala com alguém e às vezes é alvo das piadas das pessoas que moram com ela. Mas o que faz com que Kuzmich, de 21 anos, seja diferente dos outros portadores de Asperger é o fato de que seu esforço para conviver com a doença esteja sendo exibido em cadeia nacional nos EUA nas últimas 11 semanas. Ela é uma das 13 jovens selecionadas pela supermodelo Tyra Banks para competir no popular reality show “America´s Next Top Model”.

A adição de Heather Kuzmich a um programa que normalmente seria superficial deu a milhões de telespectadores uma visão incomum e fascinante do mundo pouco compreendido do Asperger. O problema, considerado uma forma de autismo, caracteriza-se por interação social e habilidades de comunicação fora do comum.

Os "aspies", como as pessoas com a doença se auto-intitulam, com freqüência têm inteligência normal ou acima da média, mas têm problemas em fazer amigos e não têm a habilidade intuitiva para avaliar situações sociais. Elas também não conseguem fazer contato olhando nos olhos de outra pessoa e com freqüência apresentam uma fixação em alguma idéia, algo que pode acabar se tornando bizarro ou brilhante. Por definição, as pessoas com Asperger estão fora do comum. Continua...

Leia toda a reportagem em:

http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL209708-7084,00.html

7 de dezembro de 2007

Smed abre Conversações Internacionais na segunda-feira

As "Conversações internacionais: composições do pensamento educacional" serão abertas na próxima segunda-feira, 10, às 18h, no Pavilhão 1 da cidade de lona montada pela Secretaria Municipal de Educação (Smed) no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho. Na ocasião, os dez conferencistas convidados serão recebidos pelo prefeito José Fogaça e pela secretária de Educação, Marilú Medeiros, em uma sala-de-estar. Na coordenação geral do evento, Teresinha Xavier destaca que a proposta de abertura foge do modelo tradicional. “Prefeito, secretária e conferencistas estarão em uma interação dinâmica, que é uma proposta inovadora de conversações", adianta.
Na sala-de-estar, anfitriões, convidados e público assistirão à performance de alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental José Loureiro da Silva e do grupo de sapateado Étoile. Juntos, alunos e dançarinos do Étoile apresentarão o espetáculo ‘‘Composições, pensamento e vida". Na seqüência, alunos das Emefs Dolores Alcaraz Caldas, Nossa Senhora de Fátima e da Escola de Educação Infantil dos Municipários Tio Barnabé farão apresentações de ballet, rap e percussão.
"É na prática que estamos buscando operar transformações, que se mostrarão, no evento, como um acontecimento de fronteiras do pensamento”, afirma a secretária municipal de Educação, Marilú Medeiros. “Filósofos e pensadores que vêm nos auxiliando a dar passagem a conceitos filosóficos na prática cotidiana, estarão presentes para conversar com professores e alunos”, ressalta.
O evento promovido pela Smed prosseguirá até quinta-feira, 13, oportunizando amplo diálogo entre as 92 escolas da rede municipal de Ensino e a cidade. As atividades das conversações ocorrerão, das 8h30 às 22h, reunidas em momentos intitulados Conversações, Experimentações e Exposições.

Programação
Nas conversações temáticas, na terça-feira, 11, pela manhã, nove conferencistas farão palestras simultâneas sobre diferentes temáticas, como inclusão, constituição da infância, políticas públicas, modos de governo, educação de surdos, arte, escrita e vida e música. À tarde, a partir das 14h, Gabriel, O Pensador falará sobre sua produção literária, fazendo uma interlocução com a música, no pavilhão 1 da cidade de lona. Na mesma tarde e à noite, nas Experimentações, professores da rede municipal de Ensino farão relatos de projetos e vivências e ministrarão oficinas.
O público também conhecerá, nas Exposições, durante todo o evento, o trabalho em artes visuais desenvolvido nas escolas públicas municipais de Porto Alegre. Nos dias 12 e 13, nos três turnos, o espaço Expressões será palco para que alunos de diferentes escolas mostrem suas vivências e produções nas diferentes áreas e linguagens, como teatro, dança, música, contação de histórias, rádio, jornal, artesanato, culinária, línguas estrangeiras e educação ambiental.
Programação completa do evento, currículo dos conferencistas e outras informações sobre as "Conversações Internacionais: Composições do Pensamento Educacional" estão no site
http://www.conversacoesinternacionais.com.br.

Educação Visual Precoce

A professora Marize esteve em nossa escola, assessorando as professoras Carla e Amelia no mês de agosto de 2007. Na ocasião, foi examinado o aluno Eduardo Antônio da Psicologia Inicial 2.

Marize é professora especializada em Educação Visual Precoce, e trabalha, juntamente com Elza, na sede da UCERGS (União de Cegos do Rio Grande do Sul) – Rua Frei Henrique Golland Trindade, 425, bairro Boa Vista.

E Educação Visual Precoce é o serviço oferecido a crianças de zero a seis anos de idade com deficiência visual (cegas ou com baixa visão), tendo outras deficiências associadas ou não.

Este trabalho visa à inclusão das crianças em seu meio social através do brincar e de experiências de vida diária, buscando a ampliação das possibilidades de aprender e potencializando os sentidos remanescentes.

Os profissionais deste serviço orientam as famílias sobre a deficiência visual, apoiando-as na construção de melhores condições de aprendizagem para essas crianças.

Contato para informações:

* Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre
Território de Educação Especial
Rua dos Andradas, 680/sala 901
Fone: 3289 1827 – 3289 1828

* União dos cegos do Rio Grande do Sul – UCERGS
Rua Frei Henrique Golland Trindade, 425 – Boa Vista
Fone: 3328 1644

Educação Básica em discussão


CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SEXTA-FEIRA, 7 DE DEZEMBRO DE 2007

Termina hoje, com a definição de propostas gaúchas, a Conferência Estadual da Educação Básica, que foi aberta quarta-feira (5), no prédio 14 da Ulbra/Canoas, numa iniciativa do Ministério da Educação (MEC). A proposta visa debater a Educação brasileira com todos os setores ligados à Educação Básica. Mesmo com a importância da discussão, a secretária de Estado, Mariza Abreu, não compareceu à conferência. 'Como se explica a ausência e a falta de compromisso da Secretaria de Estado responsável pela área?', questionou e criticou a deputada Marisa Formolo, presidente da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa.O evento discute temas como o sistema nacional de Educação e o regime de colaboração entre governos. Estão sendo debatidos, ainda, o histórico da Educação no Estado e os sistemas de avaliação aplicados aos alunos gaúchos. A conferência estadual indicará delegados para a conferência nacional, que ocorrerá em abril de 2008, em Brasília.A vereadora Sofia Cavedon, da Comissão de Educação da Câmara da Capital, foi ontem debatedora, abordando gestão democrática de escolas e sistemas de Ensino, no Colóquio do Eixo II. Ela também coordenou a Mesa do Colóquio do Eixo IV – sobre o Ensino de pessoas com deficiência e altas habilidades. No encontro, encaminhou a representantes do MEC e à conferência, o documento das Escolas Especiais de Porto Alegre, que reivindica o cancelamento da proposta do governo federal que muda a caracterização de Escola para Centros de Atendimento, e integra a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva de Educação Inclusiva do MEC. A conferência termina hoje, com a plenária geral.

5 de dezembro de 2007

Conferência Estadual de Educação


Começou hoje na ULBRA a Conferência Estadual de Educação.

Estivemos lá para divulgar nosso movimento junto aos colegas do ensino regular e pedir seu apoio, no sentido de promoverem o debate da política do MEC para a educação especial dentro da Conferência.

Ficamos muito felizes de ver que os colegas, em geral, receberam com prazer o material que distribuímos e muitos paravam para conversar e obter mais informações sobre o assunto.

Nossa sugestão de que a inclusão responsável fizesse parte das discussões foi muita bem aceita.

Alguns delegados também ficaram responsáveis de procurar oportunidade de entregar a algumas autoridades presentes o documento e o abaixo assinado elaborado pelo Movimento em defesa das Escolas Especiais do Município de Porto Alegre.

4 de dezembro de 2007

Fala da prof. Cíntia na audiência pública

Ao cumprimentá-los, falo como professora de uma escola especial, local primeiro onde a educação inclusiva surgiu e começou a ser trabalhada.
Creio ser importante relembrar que a escola especial surgiu no intuito de dar conta de indivíduos que em razão de sua deficiência viviam à margem da sociedade. Inicialmente com o caráter clínico e com o objetivo de treinamento das habilidades básicas, ao constituir-se ESCOLA este espaço foi ao longo dos anos redefinindo seu papel.
Ao contrário do que diz o parágrafo 07 do documento preliminar com a política nacional na perspectiva de ed. inclusiva, apesar da escola especial ter sim se organizado “inicialmente de caráter caritativo determinando formas de atendimento clínico terapêutico fortemente ancorados nos testes psicométricos”, na atualidade revela que tais conceitos há muito não fazem parte deste universo escolar. Trabalham sim diferentemente de algumas escolas consideradas “comuns”, pois entendem que negar a deficiência atrás de um falso discurso de igualdade fere o direito à diversidade tão pronunciado atualmente.
A partir de um currículo adaptado às necessidades dos alunos, os conteúdos escolares são desenvolvidos com o objetivo de desenvolver a postura de pesquisadores, em que a busca por conhecimentos torne cada sujeito também responsável por suas aprendizagens. Em grupos menores, na escola especial temos a possibilidade de desenvolver projetos de real interesse dos alunos, acompanhar sua evolução e propor estratégias de superação para aqueles que necessitam de um olhar mais próximo e do estabelecimento de vínculos mais estreitos para tornarem-se sujeitos de sua aprendizagem.
Acreditamos que as intervenções pedagógicas realizadas devem levar em consideração as particularidades de cada indivíduo, com ou sem deficiência. É necessária uma avaliação educativa a partir dos aspectos globais do desenvolvimento de cada um: como esse aluno pensa, como aprende, como lida com o conhecimento; como, com quem e de que forma interage com pessoas e situações.
A partir daí, a organização de metas de trabalho para cada aluno e para a turma precisam oportunizar o aprendizado considerando o desenvolvimento de cada um e suas potencialidades, pois colocá-lo no lugar daquele que pode modifica sua relação com a escola e com o saber.
Sim, mas por que na escola especial e não na escola regular?. A nosso ver, esta é uma questão primordial quando falamos em inclusão: antes de legislações e normativas que determinam ser este ou aquele o melhor espaço, precisamos trabalhar para que a escola “comum” e também a escola especial possam ser um espaço verdadeiramente educativo, prazeroso e acolhedor para o aluno com deficiência, mas também para o hiperativo, para o negro, para o índio, para aquele com altas habilidades, enfim, para a criança, adolescente e adulto que antes de tudo é um aluno, aprendente e ensinante.
Conhecemos a legislação, mas também conhecemos nossos alunos e nossas escolas. Justamente por isso, não concordamos que a escola especial seja considerada substitutiva nem complementar, ela é mais um espaço escolar inclusivo. Não deve ser o único, mas também não pode ser negado. Precisamos sim oferecer aos alunos com necessidades especiais diferentes e diversas possibilidades e espaços em que possa desenvolver-se.

Gostaria de ilustrar tal questão com a história escolar relatada por um menino de 11 anos...
ANTES DE ESTUDAR NO ELYSEU, EU ESTUDAVA NO COLÉGIO X, COM A PROFESSORA W. LÁ EU BRINCAVA DE FUTEBOL, FAZIA A DATA NO CADERNO. EU FIQUEI BASTANTE TEMPO NO X.
EU SAÍ DO X PORQUE EU BRIGAVA MUITO COM OS GURIS LÁ. O PROFESSOR MARCO APARECEU LÁ, ANOTOU NUM PAPEL DESENHADO COM UM TREM. MANDOU EU DESENHAR MEU AVÔ, MINHA VÓ E MINHA TIA. DISSERAM QUE EU IA SAIR DE LÁ. NINGUÉM DO COLÉGIO ME DISSE NADA.
O VÔ DISSE QUE EU IA SAIR PORQUE BRIGAVA E DERRUBAVA OS OUTROS. O MARCO DISSE QUE ERA PRA MIM APRENDER A ESCREVER O NOME E OS NÚMEROS.
AÍ EU VIM PRA CÁ (ESCOLA ELYSEU). TINHA UMA PROFESSORA E UMA GURIAZINHA ME ESPERANDO NA PRIMEIRA SALA, ERA A ELIANA E A BRENDA. EU COMECEI A FAZER UNS TRABALHOS, ESCREVIA MEU NOME E TINHA INFORMÁTICA. A GENTE IA PRO RECREIO E NEM BRIGAVA. EU COMECEI A RECORTAR E COLAR E PINTAR. EU GOSTEI DE VIM PRA CÁ.

Dessa forma,
Qual foi o espaço inclusivo para esse menino?
Em que espaço pôde aprender, sentir-se acolhido, respeitado?
Hoje, esse menino lê e escreve, alfabetizou-se na escola especial, começa a construir textos cada vez com maior autonomia e complexidade. Assim como ele, há tantos outros com experiências semelhantes, hoje alunos que na escola especial descobriram que podem aprender, ou como me disse um menino, “não-burro”.
Assim, retomo minha fala inicial de que foi e continua sendo a escola especial importante espaço de inclusão. Somos totalmente a favor de que nossos alunos estejam em espaços educativos e educacionais, em escolas que contemplem suas necessidades e atendam suas demandas de conhecimento e inclusão social. Para cada aluno, o que necessita em determinado momento.
Como professores cujo principal objetivo é proporcionar formas e espaços de aprendizagem e inclusão tanto escolar quanto social para nossos alunos, colocamo-nos a inteira disposição no sentido de trabalhar buscando o melhor para cada um. Estamos convictos da necessidade atual da permanência da escola especial para aqueles que dela necessitarem não como centro de atendimento, mas como sua ESCOLA, assim como da necessidade de que a escola regular possa acolher e trabalhar com alunos com necessidades especiais não apenas desenvolvendo o convívio social mas proporcionando aprendizagens significativas para seu crescimento.
Como professoras e professores inclusivos que somos, estamos sempre dispostos a trabalhar pelo melhor para cada aluno. Estamos aqui para unir forças e contribuir na construção de uma sociedade inclusiva e de escolas que contemplem realmente a diversidade. Se uma legislação deve levar em conta o direito e o bem-estar das pessoas, deve partir de suas necessidades também, e estamos aqui para garantir que os maiores interessados, os alunos e suas famílias, possam ser considerados, suas necessidades atendidas e sua possibilidade de escolha respeitada.

24 de novembro de 2007

Errata de Reportagem

Para nossa alegria tivemos a oportunidade de registrar manifesto das Escolas Especiais em veículo de grande circulação no Estado, porém recorro a este espaço para fazer um esclarecimento que se faz necessário frente a interpretação do repórter do que foi dito para o que foi escrito. Mas deixo claro que o importante continua sendo a discussão do tema, independente das diferentes visões. A importância da matéria ter sido veiculada na Zero Hora é inconstestável.
Falei da necessidade de profissionais especializados no dia-a-dia escolar e não em atendimento complementar com algumas sessões, como os Centros de Atendimento propõem. Falei das dificuldades estruturais dos alunos que inviabilam qualquer processo de aprendizagem quando em grandes grupos pois exigem grande vinculação e busca de melhores estratégias para efetiva aprendizagem, estrutura que a escola regular não tem como manter. Não pedi uma avaliação na escola especial para inclusão dos que permanecem nela e teriam condições de estar na escola regular, abrindo vagas. Disse que, o que tem condições de inclusão estava sendo incluído e, sempre foi, onde todo o processo é acompanhando até total adaptação, demonstrando que também somos favoráveis à inclusão, quando possível. Somos contrários a obrigatoriedade e falta de opção da família. Com relação as vagas, falei da demanda reprimida e que seriam necessárias a criação de mais escolas ou a formação de turmas maiores p/ abarcar a totalidade.
Outro engano foi a data da Audiência Pública na Câmara de Vereadores. Importante evento que se dará dia 04/12, 3ª feira, às 9:30h, no Plenário Otávio Rocha.

Essa POA é boa



Dia 22 de Novembro, o Ciclo Infantil dos turnos manhã e tarde visitaram a Exposição "Essa POA é Boa" localizada no Bairro Navegantes, próxima ao Shopping DC.
É uma mostra que reúne o trabalho de 224 artistas de Porto Alegre e que foi bem aproveitada pelos alunos, pais, professores e funcionários que lá estiveram.

Há trabalhos de fotografia, reciclagem de objetos, desenhos, pinturas, instalações, uma casa montada com sobras de construções e móveis velhos.
Teve também um bate-papo informal com integrantes do Greenpeace sobre preservação do meio ambiente.
O que mais chamou a atenção dos alunos foi o enorme "barco de papel", onde se podia circular pelo barco e conhecer o seu interior.


Veja mais fotos no Space do Elyseu
Texto e Fotos de Márcia Wander

Correio do Povo - Movimento quer manter as escolas especiais

Correio do Povo também publicou esta semana notícia a respeito do nosso movimento, o que é muito bom em termos de divulgação. Alíás, agradecemos ao Correio do Povo o grande apoio que vem dando ao nosso movimento.
Entretanto, há controvérsias a respeito da realização desta reunião do Polo. Aguardemos novas notícias.






CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SEXTA-FEIRA, 23 DE NOVEMBRO DE 2007


O movimento pela manutenção das escolas especiais de Porto Alegre encaminhou, neste mês, mais duas ações na luta em defesa da manutenção dessas escolas, no processo que o governo federal vem debatendo, através do documento 'Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva'. Em reunião na Secretaria de Educação da Capital (Smed), foi definido que será elaborado um documento da cidade tratando do Plano Nacional de Educação Especial; e organizada uma plenária do Pólo Porto Alegre, prevista para 3/12 – Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.A pauta do encontro prevê apresentação da trajetória na Educação inclusiva, por meio de relatos das escolas especiais e das escolas regulares/PoA, explanação da Secretaria Educação Especial do MEC, atividades em grupo para debater o texto que constituirá a Carta Pólo de Porto Alegre, além de debate da plenária de votação da Carta Pólo.Participaram da reunião na Smed a secretária de Educação, Marilú Medeiros; a vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara (Cece), Sofia Cavedon; e representantes das quatro escolas especiais da Smed. Sofia disse que vários movimentos foram organizados para ampliar o diálogo com integrantes da Secretaria Nacional de Educação Especial, incluindo reunião no Ministério da Educação. Segundo ela, a idéia foi sensibilizá-los para a política de inclusão que está sendo construída há mais de dez anos na Capital.Conforme Sofia, o grupo se solidarizou com o movimento pela manutenção das escolas especiais. Salientou que a medida faz parte da inclusão das crianças e adolescentes com necessidades educacionais especiais e integra um processo de responsabilidade social.

Zero Hora - Escola especial faz protesto

Finalmente Zero Hora publica algo a respeito do assunto que tanto tem mobilizado à comunidade escolar e nossa cidade. Só corrigimos a data da Audiência Pública, que será no dia 04 de Dezembro, e não dia 05, como foi publicado.
Sobre este assunto, na próxima postaremos algo mais concreto.
Aguardem!

Arivaldo Chaves
Zero Hora

24 de novembro de 2007 N° 15428




Um grupo de professores e de alunos da Escola Municipal Especial Elyseu Paglioli realizou ontem uma manifestação na Praça José Alexandre Zachia, na zona sul de Porto Alegre, contra a proposta do Ministério da Educação, que pretende transformar as escolas especiais em centros de atendimento.O projeto do governo federal prevê o fim de todas as instituições especiais e a inclusão dos alunos em escolas da rede pública de ensino. Segundo a professora Rejane Guariglia, alguns alunos com deficiência podem conviver normalmente com crianças de escolas públicas, mas a maioria não está preparada para a mudança.- Não estamos falando de pessoas com problemas físicos. Elas têm deficiências mentais e precisam de um tratamento em instituições especializadas - afirma.Segundo ela, uma solução seria realizar uma avaliação nas escolas especiais e, a partir disso, transferir os alunos capacitados. Com isso, novas vagas nas escolas especiais seriam abertas, que poderiam ser ocupadas por centenas de crianças que não têm acesso à educação em função da deficiência.Um audiência pública será realizada no dia 5 de dezembro na Câmara da Capital para debater o tema.

Caminhada à Praça



Na última quarta feira, 21 de Novembro, alunos, pais e professores do turno da tarde realizaram uma Caminhada à Praça Alexandre Zachia (próxima ao BIG Cristal) divulgando à comunidade nossa posição de manutenção das Escolas Especiais.
Na praça teve roda de capoeira, cartazes, faixas e esclarecimentos à comunidade e vizinhança local quanto a atual Política do MEC.

Mais fotos do evento no Space do Elyseu

Texto e Fotos de Márcia Wander

Dia da Consciência Negra



No último dia 20 de Novembro realizamos uma atividade integradora em função do "Dia Nacional da Consciência Negra", reunindo todos os ciclos da escola. Este trabalho foi coordenado pela Didi, professora de Capoeira.
Este tema vem sendo trabalhado em sala de aula por diversos professores e culminou com este encontro no ginásio da escola no dia 20. Teve apresentações dos alunos (danças e encenações), desfile de palavras de origem africana, mostra de trabalhos desenvolvidos e uma refeição bem especial: xinxim de galinha, couve com farofa, feijoada e de sobremesa, cocadas maravilhosas feitas pela Dona Jandira.

Veja mais fotos no Space do Elyseu

Texto e Fotos de Márcia Wander

PORTARIA Nº 555, DE 05 DE JUNHO DE 2007

O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições e
Considerando o disposto na CF/88, Lei n.º 9394/96, Decreto 3.956/01;
Considerando a evolução da educação especial que altera o enfoque da política de integração para a política de inclusão;
Considerando a necessidade de orientação aos sistemas de ensino em consonância com os princípios da educação inclusiva;
Considerando as ações da educação especial em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino;
Considerando a ação complementar da educação especial não substitutiva a educação regular comum;
Considerando a necessidade de uma Política Nacional para a Educação Especial, na perspectiva da educação inclusiva;
Considerando a necessidade de atualizar o documento Política de Educação Especial de 1994; resolve
Art. 1º Instituir Grupo de Trabalho para rever e sistematizar a Política Nacional de Educação Especial, debatendo junto às instituições de educação superior e no âmbito da educação básica nos estados, municípios e instituições não-governamentais.
Art. 2º Designar para compor o referido Grupo de Trabalho:
I – Claudia Pereira Dutra, Secretária de Educação Especial;
II – Claudia Maffini Griboski, Diretora do Departamento de Política da Educação Especial;
III – Kátia Aparecida Marangon Barbosa, Coordenação Geral de Desenvolvimento da Educação Especial;
IV – Denise de Oliveira Alves, Coordenação Geral de Articulação da Política de Inclusão;
V – Ronice Muller de Quadros, da Universidade Federal de Santa Catarina;
VI – Denise Fleith, da Universidade de Brasília;
VII – Antônio Carlos do Nascimento Osório, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul;
VIII – Maria Teresa Egler Mantoan, da Universidade de Campinas;
IX – Eduardo José Manzini, da Universidade do Estado de São Paulo;
X – Soraia Napoleão Freitas, da Universidade Federal de Santa Maria;
XI – Cláudio Roberto Baptista, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul;
XII – Maria Amélia Almeida, da Universidade Federal de São Carlos;
XIII – Rita Vieira de Figueiredo, da Universidade Federal do Ceará.
Parágrafo Único. A coordenação do Grupo de Trabalho referido no caput ficará sob a responsabilidade da Secretária de Educação Especial.
Art. 3º No prazo de 120 dias a contar da data da publicação desta Portaria, o Grupo de Trabalho apresentará o texto da Política Nacional de Educação Especial, para publicação.
Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
FERNANDO HADDAD



A Secretaria de Educação Especial apresentou o texto preliminar(que encontra-se postado abaixo, e pode ser encontrado também no site do MEC/SEESP, que encontra-se na Lista de Links), elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pelo Ministro da Educação Fernando Haddad, sobre a proposta da Política Nacional de Educação Especial. O prazo para as contribuições ao texto foi prorrogado até 31 de outubro de 2007. O Grupo tem prazo até o final de Dezembro para apresentar o documento final, segundo consta.